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Venezuela em nova fase: quem é o novo chefe da economia e o que isso significa para nós

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Venezuela em nova fase: quem é o novo chefe da economia e o que isso significa para nós

Recentemente, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a nomeação de Calixto Ortega Sánchez como vice‑presidente da área econômica. A mudança pode parecer distante da nossa realidade, mas, na prática, tem reflexos que chegam até o nosso bolso, principalmente quando falamos de petróleo, dólares e até das políticas de sanções que afetam o comércio internacional.



Quem é Calixto Ortega Sánchez?

Ortega não é um nome desconhecido nos corredores da política venezuelana. Ele comandou o Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025, período em que o país enfrentou uma das maiores crises monetárias da história recente. Antes disso, trabalhou na indústria do petróleo, um setor que ainda hoje representa a maior parte das exportações venezuelanas.



Por que a troca de cargo é importante?

Até pouco tempo atrás, Delcy acumulava três funções: vice‑presidente, ministra de Hidrocarbonetos e coordenadora da política econômica. Essa concentração de poder foi vista como uma tentativa de estabilizar a economia durante a fase mais aguda da crise. Agora, ao delegar a liderança econômica a Ortega, ela pode focar em outras frentes, como a diplomacia e a relação com os Estados Unidos.



O que muda no cenário econômico?

Alguns pontos merecem atenção:

  • Meta de crescimento: Delcy citou a projeção da CEPAL de 6,5 % de crescimento para 2025. Se Ortega conseguir manter ou melhorar esse ritmo, podemos ver uma leve recuperação da moeda.
  • Desvalorização da moeda: A inflação ainda está em torno de 500 % em relação ao bolívar. Embora não seja hiperinflação, o ritmo de desvalorização preocupa investidores.
  • Flexibilização do dólar: Durante a gestão de Delcy, o uso do dólar foi liberado parcialmente. Ortega pode aprofundar essa medida, o que facilitaria transações internacionais.
  • Possível alívio das sanções: Especialistas sugerem que a nova administração pode abrir espaço para flexibilizar o embargo imposto pelos EUA desde 2019.

Como isso afeta o Brasil?

Você pode estar se perguntando: “E eu, que moro no Brasil, o que ganho com isso?” A resposta está nos laços econômicos entre os dois países. O Brasil importa petróleo venezuelano há décadas, ainda que em volumes menores nos últimos anos por causa das sanções. Uma Venezuela mais estável pode retomar exportações, impactando os preços do combustível no mercado interno.

Além disso, empresas brasileiras que têm investimentos na região – principalmente nas áreas de energia e mineração – podem encontrar um ambiente mais favorável para negócios. Isso pode gerar empregos e oportunidades de parceria.

O papel dos Estados Unidos

Não dá para falar da Venezuela sem mencionar a pressão americana. O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou recentemente um bombardeio em Caracas que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcotráfico. Essa ação reforça o interesse dos EUA nas reservas petrolíferas venezuelanas.

Se a nova liderança econômica conseguir negociar algum tipo de alívio nas sanções, poderemos assistir a um reequilíbrio nas relações comerciais. Isso abriria portas não só para a Venezuela, mas também para países vizinhos que dependem do fluxo de energia da região.

Desafios pela frente

Mesmo com a nomeação de Ortega, a Venezuela ainda tem um longo caminho a percorrer:

  • Inflação: Controlar a alta dos preços ainda é um desafio diário para a população.
  • Fuga de capitais: Muitos venezuelanos ainda buscam refúgio econômico em outros países.
  • Infraestrutura: O setor de petróleo precisa de investimentos massivos para retomar a produção em níveis pré‑crise.

Esses obstáculos exigem políticas coerentes e, sobretudo, confiança dos investidores internacionais.

O que eu, como leitor, posso fazer?

Embora pareça distante, estar informado sobre a situação venezuelana pode ajudar nas decisões de consumo e investimento. Se você trabalha com importação/exportação, vale a pena monitorar as notícias sobre possíveis mudanças nas sanções. Para quem investe em commodities, a retomada da produção de petróleo da Venezuela pode influenciar preços globais.

Além disso, apoiar iniciativas que promovam a estabilidade econômica na região – seja por meio de ONGs ou de discussões públicas – pode contribuir para um ambiente mais seguro e próspero para todos.

Em resumo, a nomeação de Calixto Ortega Sánchez sinaliza uma tentativa de reorganizar a estratégia econômica da Venezuela. Para nós, brasileiros, isso pode significar oportunidades comerciais, impactos nos preços de energia e, quem sabe, uma nova dinâmica nas relações diplomáticas da América do Sul.

E aí, o que você acha dessa mudança? Acredita que a Venezuela vai conseguir virar o jogo ou ainda está presa em um ciclo de crise? Deixe seu comentário e vamos conversar!