Quando eu li que a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, foi eleita a 18ª mulher mais poderosa do mundo pela Forbes, confesso que fiquei surpresa e, ao mesmo tempo, muito orgulhosa. Não é todo dia que vemos uma brasileira ocupando um lugar tão de destaque em um ranking global que reúne CEOs, políticas e celebridades. Neste post, quero contar um pouco da trajetória da Tarciana, explicar como funciona o ranking da Forbes e, principalmente, refletir sobre o que isso significa para nós, que ainda lutamos por mais representatividade nos cargos de liderança.
Como a Forbes escolhe as mulheres mais poderosas?
A lista da Forbes não é feita ao acaso. Ela combina três pilares: visibilidade, fortuna e influência. Para políticas, o peso maior vai para o PIB e a população do país que comandam. Para empresárias, a métrica principal são as receitas das empresas e o número de funcionários sob sua direção. No caso da Tarciana, o critério foi a influência: liderar o maior banco estatal da América Latina, implementar projetos de energia renovável e ser uma voz ativa em fóruns internacionais, como a Assembleia Geral da ONU.
Um caminho que começou nas feiras
O que mais me impressiona na história da Tarciana é a origem humilde. Ela começou a trabalhar como feirante em 1988, vendendo produtos direto ao consumidor. Dez anos depois, passou a ser professora, e só então, em 2000, entrou no Banco do Brasil. Essa trajetória mostra que o sucesso não precisa vir de um diploma de elite ou de uma rede de contatos privilegiada; pode nascer da vontade de aprender e da coragem de assumir novos desafios.
- 1988: Feirante – contato direto com o público, aprendizado sobre negociação.
- 1998: Professora – desenvolveu habilidades de comunicação e liderança.
- 2000: Ingressou no BB – começou como gerente de relacionamento.
- 2018‑2020: Liderou processos de pós‑venda na diretoria de Crédito e Empréstimos.
- 2021: Gerente executiva, focada em análise de consumo e expansão de base.
- 2023: Nomeada presidente do BB – primeira mulher em 215 anos de história.
O que a Tarciana tem feito pelo meio ambiente?
Além de quebrar barreiras de gênero, a presidente do BB tem um compromisso forte com a sustentabilidade. Em 2023, durante a Assembleia Geral da ONU, ela destacou a necessidade de ampliar o financiamento para empresas que adotam práticas verdes. Não foi só discurso: no mesmo mês, firmou uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para investir US$ 250 milhões em energia renovável e infraestrutura sustentável. Essa iniciativa não só ajuda o planeta, como também abre portas para que outras instituições financeiras sigam o exemplo.
Por que isso importa para nós?
Você pode estar se perguntando: “E eu, como isso me afeta?”. A resposta está na representatividade e nas oportunidades que surgem quando vemos alguém como a Tarciana no topo. Quando uma mulher ocupa um cargo tão estratégico, ela abre caminho para que outras sejam vistas como possíveis líderes. Isso impacta decisões de contratação, políticas de diversidade e até a forma como jovens meninas se enxergam no futuro.
Além disso, a atuação da Tarciana em projetos sustentáveis tem reflexos diretos no nosso dia a dia. O investimento em energia limpa pode significar, nos próximos anos, menos contas de luz, mais empregos em setores verdes e um Brasil mais competitivo no cenário internacional.
Comparando com as outras mulheres da lista
A Forbes trouxe nomes como Sanae Takaichi (primeira‑ministra do Japão), MacKenzie Scott (filantropa que já doou mais de US$ 700 mi), Lisa Su (CEO da AMD) e Kim Kardashian (empreendedora). O que todas elas têm em comum? Resiliência. Elas cresceram em ambientes que, muitas vezes, eram hostis às mulheres, mas encontraram maneiras de transformar desafios em oportunidades.
O fato de Tarciana estar ao lado dessas personalidades reforça que o Brasil também tem seu lugar no mapa da liderança feminina global. E isso nos dá motivos para acreditar que, com políticas corretas e apoio institucional, mais brasileiras podem alcançar posições de destaque.
O que vem pela frente?
Para quem acompanha o mercado financeiro, a expectativa é que o Banco do Brasil continue sua transformação digital e seu foco em sustentabilidade. A liderança da Tarciana deve acelerar esses processos, sobretudo porque a pressão por ESG (Environmental, Social and Governance) está crescendo entre investidores internacionais.
Se a tendência se mantiver, podemos esperar:
- Mais linhas de crédito para projetos de energia solar e eólica.
- Parcerias estratégicas com fintechs que tragam inovação ao varejo bancário.
- Programas de capacitação para mulheres dentro da instituição, ampliando a diversidade de gênero nos cargos de gerência.
Conclusão: um exemplo que vale a pena seguir
Enfim, a eleição de Tarciana Medeiros como a 18ª mulher mais poderosa do mundo não é apenas um número em uma lista. É a prova de que, com determinação, visão estratégica e um compromisso genuíno com causas maiores – como a sustentabilidade – é possível mudar a história de uma instituição centenária e inspirar toda uma geração.
Se você ainda não conhece a trajetória dela, vale a pena dar uma olhada nos relatórios anuais do BB, assistir ao discurso na ONU e acompanhar as próximas iniciativas de crédito verde. Quem sabe, talvez a próxima grande ideia que você terá para o seu negócio ou carreira venha exatamente da inspiração que a Tarciana nos oferece.
E você, o que acha desse reconhecimento? Acredita que a presença de mulheres em cargos de alta direção pode mudar a cultura corporativa no Brasil? Deixe seu comentário, vamos conversar!



