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Por que o metro quadrado de Vitória está mais caro que em qualquer outra capital brasileira?

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Por que o metro quadrado de Vitória está mais caro que em qualquer outra capital brasileira?

Se você tem acompanhado o mercado imobiliário, já deve ter percebido que 2025 foi um ano de surpresa para quem pensa em comprar ou vender um imóvel. Em meio a tantas notícias, uma chamada chamou minha atenção: Vitória tem o metro quadrado mais caro do país entre as capitais. Não é só um número; é um sinal de que a dinâmica econômica da cidade está mudando de forma acelerada.



O que os números realmente dizem?

Segundo o Índice FipeZAP, os imóveis residenciais subiram, em média, 6,52% no Brasil em 2025 – já acima da inflação estimada, que ficou em torno de 4%. Mas Vitória foi muito além: a capital capixaba registrou uma valorização de 15,13% no mesmo período. Isso coloca a cidade entre as cinco capitais que mais subiram, ao lado de Salvador, João Pessoa, Fortaleza e São Luís.



Quanto custa, na prática?

O preço médio do metro quadrado em Vitória chegou a R$ 14.108. Para quem ainda não fez as contas, um apartamento de 50 m² pode custar mais de R$ 700 mil. Não é apenas um número; é a realidade que muita gente que sonha com a casa própria vai enfrentar nos próximos anos.



Por que Vitória está à frente das demais?

Não é coincidência. Vários fatores se combinaram:

  • Economia aquecida: O PIB do Espírito Santo tem apresentado crescimento consistente, impulsionado por setores como petróleo, mineração e turismo.
  • Mercado de trabalho forte: O IBGE aponta a menor taxa de desemprego da série histórica no estado, o que gera mais renda disponível e, consequentemente, maior demanda por moradia.
  • Oferta limitada: Bairros como Jardim da Penha e Praia do Canto, citados no levantamento, têm lotes escassos e restrições de construção, elevando o valor do que está disponível.

Como isso afeta quem já tem imóvel?

Se você já possui um apartamento ou casa em Vitória, a alta dos preços pode ser vista como um ganho de patrimônio. O valor de revenda tende a subir, o que abre oportunidades para quem pensa em investir em outro imóvel ou mesmo em aplicar o lucro em outras áreas.

E quem ainda está buscando a primeira casa?

A realidade é mais complexa. O aumento de 15% no preço do metro quadrado significa que o prazo para juntar a entrada também se estende. Se antes você precisava de R$ 100 mil para dar 20% de entrada num imóvel de R$ 500 mil, agora a mesma entrada pode não ser suficiente para um imóvel que custa R$ 600 mil. A solução passa por:

  1. Reavaliar a localização: bairros ainda emergentes podem oferecer preços mais acessíveis.
  2. Considerar opções de financiamento com taxas mais competitivas.
  3. Planejar um prazo maior de economia, talvez ajustando outros gastos.

Comparação com outras capitais

Depois de Vitória, vem Florianópolis, com o metro quadrado em torno de R$ 12.700, seguida de São Paulo (R$ 11.900). Rio de Janeiro e Curitiba também aparecem na lista dos mais caros, mas ainda ficam atrás da capital capixaba. No outro extremo, Pelotas (RS) tem o metro quadrado mais barato, pouco acima de R$ 4.300.

O que dizem os especialistas?

Economistas apontam que a valorização está diretamente ligada ao desempenho da economia e ao mercado de trabalho aquecido. Quando as pessoas têm mais segurança financeira, a demanda por imóveis cresce, e os preços sobem. No caso de Vitória, o cenário é ainda mais favorável porque a cidade tem atraído investimentos em infraestrutura, como o projeto de logística que deve movimentar R$ 2,5 bilhões.

O que esperar para o futuro?

Se a tendência de crescimento econômico continuar, é provável que o preço do metro quadrado siga subindo. Porém, há limites. O excesso de valorização pode gerar um efeito de “bolha”, onde o preço supera a capacidade de compra da população. Nesse ponto, o mercado pode desacelerar ou até corrigir.

Para quem pensa em investir, a dica é diversificar: além de imóveis residenciais, olhar para o mercado de galpões logísticos ou empreendimentos comerciais pode ser uma estratégia inteligente.

Dicas práticas para quem está de olho no mercado de Vitória

  • Faça a pesquisa de preço: Use ferramentas como o FipeZAP para acompanhar a variação mensal.
  • Visite o bairro: Conhecer a vizinhança ajuda a entender o potencial de valorização.
  • Consulte um especialista: Corretor ou consultor imobiliário pode oferecer insights sobre projetos futuros que ainda não estão no radar.
  • Planeje o financiamento: Simule diferentes cenários de taxa de juros e prazo.

Em resumo, o fato de Vitória ter o metro quadrado mais caro entre as capitais não é apenas um dado curioso; é um reflexo de uma economia que está em alta, de um mercado de trabalho forte e de uma demanda crescente por moradia. Seja você proprietário, investidor ou futuro comprador, entender esses movimentos pode fazer a diferença entre um bom negócio e uma dor de cabeça financeira.

E você, já sentiu o impacto desses aumentos no seu planejamento? Compartilhe nos comentários como está lidando com essa nova realidade no mercado imobiliário capixaba.