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PIX bate recorde de R$ 35,4 trilhões em 2025: o que isso significa para o seu bolso e o futuro dos pagamentos no Brasil

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PIX bate recorde de R$ 35,4 trilhões em 2025: o que isso significa para o seu bolso e o futuro dos pagamentos no Brasil

O Banco Central acabou de divulgar números que deixam qualquer pessoa que usa o celular para pagar contas de queixo caído: em 2025 o PIX movimentou R$ 35,36 trilhões. É um salto de 33,6% em relação ao ano anterior e, mais impressionante ainda, são quase 80 bilhões de transações realizadas. Se você ainda acha que o PIX é só mais um jeito rápido de transferir dinheiro, está na hora de repensar o papel dessa ferramenta na sua vida financeira.



Mas, como tudo que cresce rápido, o PIX também trouxe desafios. Fraudes, golpes e até um ataque hacker que desviou R$ 800 milhões foram registrados recentemente. Por isso, o BC está lançando um conjunto de regras novas para tornar o sistema mais seguro, ao mesmo tempo que promete novidades para 2026. Neste post, vamos destrinchar esses números, entender as mudanças de segurança e dar uma olhada nas inovações que podem mudar a forma como pagamos contas, recebemos salários e até fazemos compras no exterior.



Por que o PIX se tornou tão popular?

Quando o PIX chegou, há cinco anos, ele trouxe algo que ninguém tinha visto em escala nacional: transferências em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem precisar de senha de cartão ou esperar dias úteis. Essa conveniência fez com que até quem nunca tinha usado a internet para pagar contas começasse a experimentar o serviço. O diretor do BC, Renato Gomes, chegou a dizer que quase todo adulto no país já usa o PIX.

Além da rapidez, o PIX evoluiu para substituir o boleto em várias situações. O PIX Cobrança permite que empresas emitam cobranças que chegam instantaneamente ao cliente, com conciliação automática. O PIX Saque e Troco transformou lojas em pontos de saque, reduzindo a necessidade de ir ao banco. Já o PIX Agendado ajuda quem tem pagamentos recorrentes a organizar melhor o fluxo de caixa.

O lado sombrio: fraudes e perdas

Em 2024, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes no PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior. O número assustador de golpes mostra que a rapidez também pode ser usada contra o usuário. Os golpistas aproveitam a velocidade das transações para transferir o dinheiro para contas de terceiros antes que a vítima perceba o que aconteceu.

Para combater isso, o BC introduziu a coincidência cadastral, que exige que os dados da chave PIX coincidam com as informações da Receita Federal. Também reforçou o manual de penalidades, tornando as sanções mais severas para instituições que não cumpram as regras de segurança. Além disso, novos limites para intermediários tecnológicos e mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em fase de desenvolvimento.



Novas regras de restituição: o que muda?

Até pouco tempo atrás, a devolução de valores em caso de fraude só podia ser feita para a conta usada na operação fraudulenta. Isso dificultava a recuperação, já que os golpistas costumam transferir o dinheiro rapidamente para outras contas. Agora, o BC exige que as instituições criem mecanismos para devolver recursos mesmo quando a conta original não está mais disponível, ampliando as chances de recuperação para o usuário.

O que vem por aí? Inovações previstas para 2026 e 2027

  • Cobrança Híbrida: pagamento via QR Code que combina PIX e boleto, inicialmente opcional, mas que deve virar obrigatório a partir de novembro de 2026.
  • Duplicata via PIX: permite o pagamento de duplicatas escriturais, facilitando a antecipação de recebíveis para empresas.
  • Split tributário: integração com a reforma tributária para que impostos sobre consumo sejam pagos no ato da compra, usando o PIX.
  • PIX Internacional: possibilidade de usar o PIX para pagamentos transfronteiriços, começando por países como Argentina, Estados Unidos (Miami/Orlando) e Portugal.
  • PIX em garantia: crédito consignado para autônomos que usam recebíveis futuros como garantia, possibilitando juros menores.
  • PIX por aproximação offline: pagamento por aproximação mesmo sem conexão ativa, ampliando a praticidade.
  • PIX Parcelado: regras padronizadas para parcelamento via PIX, oferecendo alternativa ao cartão de crédito para cerca de 60 milhões de brasileiros.

Como essas mudanças afetam o seu dia a dia?

Se você ainda usa o PIX apenas para transferir dinheiro entre amigos, pode estar perdendo oportunidades de economizar tempo e dinheiro. Por exemplo, ao usar o PIX Cobrança para pagar contas de serviços, você evita a taxa de boleto que algumas empresas ainda cobram. Já o PIX Agendado pode ser seu aliado para organizar pagamentos de aluguel, assinaturas ou salários de funcionários, evitando atrasos e multas.

Com a cobrança híbrida, você terá a opção de gerar um QR Code que aceita tanto PIX quanto boleto, o que pode ser útil em estabelecimentos que ainda não aceitam totalmente o pagamento instantâneo. E se você tem um pequeno negócio, a duplicata via PIX pode acelerar o fluxo de caixa, permitindo que clientes paguem títulos de crédito em poucos segundos.

O que fazer para se proteger?

  1. Verifique sempre se a chave PIX corresponde ao nome e CPF/CNPJ do recebedor.
  2. Desconfie de mensagens que pedem para confirmar transações via WhatsApp ou e‑mail.
  3. Ative notificações de movimentação na sua conta para identificar rapidamente qualquer operação suspeita.
  4. Use senhas fortes e, se possível, autenticação em duas etapas nos aplicativos bancários.

Essas medidas simples já reduzem consideravelmente o risco de cair em golpes. Lembre‑se de que a velocidade do PIX é uma vantagem, mas também pode ser usada contra quem não toma os cuidados básicos.

Um olhar para o futuro

O que mais me empolga é a perspectiva de um PIX verdadeiramente global. Imagine poder pagar um fornecedor nos EUA ou receber um pagamento de um cliente na Argentina com a mesma rapidez que você paga a conta de luz. Essa integração pode transformar o comércio exterior, reduzir custos de conversão e abrir novas oportunidades para pequenos empreendedores.

Ao mesmo tempo, a ideia do PIX em garantia pode mudar o acesso ao crédito no país. Autônomos que hoje dependem de empréstimos com juros altos podem usar seus recebíveis futuros como garantia, obtendo condições mais favoráveis. Isso pode impulsionar a formalização de negócios informais e gerar mais dinamismo na economia.

Enfim, o PIX já não é mais apenas um aplicativo de transferência; ele está se consolidando como a espinha dorsal dos pagamentos digitais no Brasil. Se você ainda não explora todas as funcionalidades, vale a pena dedicar um tempinho para conhecer as opções disponíveis no seu banco ou fintech. Afinal, entender a ferramenta que movimenta trilhões de reais pode ser a diferença entre pagar mais ou economizar.