Quando eu era criança, a palavra “cavalo” já me fazia sonhar acordado. Não era só a força ou a velocidade que me fascinava, mas a sensação de estar junto a um animal tão nobre, de sentir o seu coração batendo no mesmo ritmo que o meu. Foi exatamente esse sentimento que descobri ao acompanhar a história de Paulinho, um garoto de apenas 10 anos que, apaixonado por cavalos, já coleciona mais de trinta fivelas em competições de laço.
Mas quem é esse jovem laçador? Paulinho mora em um rancho familiar onde, além de cavalos, ele cuida de cães e gatos. Ele descreve sua rotina como “escovar, fazer carinho, trançar o rabo e a crina” dos animais. Essa intimidade começou bem cedo, inspirado pelo pai, que também participava de provas de laço em dupla. Foi o exemplo paterno que fez o menino pegar a corda pela primeira vez, ainda pequeno, e nunca mais largar.
Do rancho à arena: como Paulinho se tornou um campeão
Em 2023, Paulinho já tinha participado de mais de 30 competições no chamado “cavalete” – um tipo de prova onde o laçador está a pé, tentando capturar bezerros. Foi também o ano em que ele deu um passo importante: passou a competir montado no cavalo, o que exige ainda mais habilidade e sintonia com o animal.
A cada prova, ele ganha uma fivela – o troféu simbólico que representa a vitória. Até agora, a coleção dele inclui dezenas de fivelas, mas há uma que tem um significado especial: a fivela conquistada em dupla com o filho do dono da competição. Esse detalhe mostra que, para Paulinho, o laço vai além da competição; ele também valoriza a amizade e o respeito entre as famílias que compartilham a paixão pelos animais.
Jhonny, o parceiro de todas as horas
Todo grande atleta tem um parceiro de confiança, e no caso de Paulinho esse parceiro se chama Jhonny. O cavalo, que já acompanha o garoto em todas as provas, não é apenas um meio de transporte. Para Paulinho, Jhonny representa a confiança que se constrói dia após dia, dentro e fora da pista.
Ele acredita que, para que a interação entre cavaleiro e animal funcione bem, é preciso construir uma relação de respeito e cuidado fora das pistas. Por isso, antes de montar, Paulinho prepara sozinho toda a “traia” – o conjunto de equipamentos que inclui sela, estribos, rédea e outros acessórios. Esse ritual não é só uma preparação técnica; é um momento de conexão, de entender o humor do cavalo, de garantir que ambos estejam prontos para o desafio.
O que a trajetória de Paulinho nos ensina?
Além de ser uma história inspiradora, a jornada do garoto nos traz lições valiosas para quem tem sonhos, seja no esporte, nos estudos ou em qualquer outra área da vida:
- Dedicação precoce: Começar cedo permite acumular experiência e aprender com os erros antes que eles se tornem hábitos difíceis de mudar.
- Mentoria familiar: O exemplo do pai foi decisivo. Ter alguém que nos guia e compartilha conhecimento acelera o aprendizado.
- Respeito ao parceiro: Seja um animal, um colega de trabalho ou um cliente, entender e cuidar da relação gera resultados melhores.
- Rotina de preparação: O ritual de montar a traia mostra que a consistência nos pequenos detalhes faz diferença nos grandes momentos.
Esses pontos são úteis não só para quem pensa em laço, mas para qualquer pessoa que queira transformar paixão em profissão.
O futuro de Paulinho: sonhos e desafios
Hoje, com apenas 10 anos, Paulinho já pensa grande. Seu objetivo é se tornar um profissional reconhecido no cenário nacional e, quem sabe, internacional. Para isso, ele sabe que precisará ampliar sua coleção de fivelas, mas também investir em treinamento técnico, melhorar a condição física e, claro, manter a relação de confiança com Jhonny.
Os desafios são reais: a competição no laço está crescendo, e a exigência de desempenho também. Mas, se a história até aqui for um indicativo, a combinação de talento natural, apoio familiar e ética de trabalho vai manter Paulinho no caminho do sucesso.
Como você pode se inspirar na história de Paulinho?
Talvez você ainda não tenha um cavalo ou um laço nas mãos, mas pode aplicar os princípios que vimos:
- Identifique sua paixão: O que faz seu coração bater mais forte? Pode ser música, tecnologia, culinária…
- Encontre um mentor: Alguém que já trilhou esse caminho pode guiar seus primeiros passos.
- Pratique a rotina: Crie hábitos que reforcem seu aprendizado diário.
- Respeite seu parceiro: Seja ele um cliente, um colega ou um equipamento – a relação de confiança gera resultados.
Se você se sente motivado, talvez seja a hora de buscar aquele curso, aquele workshop ou até aquele primeiro passo prático. Quem sabe, daqui a alguns anos, você também colecionará fivelas… ou, quem sabe, outro tipo de conquista que represente seu esforço.
Para acompanhar a trajetória de Paulinho e ver as próximas competições, fique de olho nos programas do TV TEM e nas redes sociais da categoria “Nosso Campo”. Cada nova fivela é mais que um troféu; é um capítulo de uma história que ainda tem muito a contar.



