Radar Fiscal

Mais de 39 mil vagas temporárias no IBGE: o que isso significa para quem busca emprego e para o futuro dos censos no Brasil

Compartilhe esse artigo:

WhatsApp
Facebook
Threads
X
Telegram
LinkedIn
Mais de 39 mil vagas temporárias no IBGE: o que isso significa para quem busca emprego e para o futuro dos censos no Brasil

Por que eu estou falando sobre vagas temporárias do IBGE?

Se você, como eu, já ficou horas navegando em sites de concursos, lendo editais e sonhando com a tão esperada estabilidade, vai achar esse assunto bem mais próximo da realidade do que parece. Recentemente o governo federal autorizou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a contratar 39.108 temporários para dois grandes levantamentos: o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 e o Censo da População em Situação de Rua. Não é só número, é oportunidade, é impacto social e, sobretudo, uma chance de colocar o pé no chão do serviço público sem precisar passar por um concurso tradicional.

Como surgiu essa autorização?

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 17 de setembro, por meio de uma portaria conjunta dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento. As ministras Esther Dweck e Simone Tebet assinaram o documento, que entrou em vigor imediatamente. Em termos simples, o IBGE recebeu a luz verde para contratar, por tempo determinado, profissionais que vão atender a uma necessidade temporária de excepcional interesse público – que, no caso, são os censos.

O que são esses censos e por que são importantes?

O Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 vai mapear a produção agrícola, as áreas de florestas, a pesca e a aquicultura em todo o país. Já o Censo da População em Situação de Rua tem como objetivo contar quem vive nas ruas, entender as condições de vulnerabilidade e subsidiar políticas públicas de assistência social. Dados precisos ajudam a direcionar recursos, definir políticas de desenvolvimento sustentável e, claro, a elaborar indicadores que aparecem nos relatórios internacionais. Em outras palavras, quem responde a essas pesquisas está contribuindo diretamente para decisões que afetam a vida de milhões de brasileiros.

Quantas vagas e para quais cargos?

Dos 39.108 postos, a maioria – 27.330 – são para o cargo de recenseador. Esse profissional vai à rua, bate na porta das casas, faz entrevistas, preenche formulários e garante que cada dado seja registrado corretamente. Além dos recenseadores, há vagas para agentes de pesquisas, supervisores de coleta e qualidade, e outros cargos auxiliares. A distribuição completa das vagas é a seguinte:

  • Recenseador: 27.330 vagas
  • Agente de Pesquisas e Mapeamento: 9.580 vagas (já em processo seletivo)
  • Supervisor de Coleta e Qualidade: número incluído nas vagas acima
  • Outros cargos auxiliares: o restante das vagas

Essas oportunidades são temporárias, com contrato de até seis meses, mas o prazo pode ser estendido caso o cronograma dos censos exija.

Como funciona o processo seletivo?

O recrutamento será feito por meio de um processo seletivo simplificado, que deve ter ampla divulgação. O IBGE tem até seis meses para publicar o edital de abertura das inscrições. As remunerações ainda não foram divulgadas, mas, segundo a legislação vigente, elas serão definidas pelo próprio instituto e devem estar em conformidade com o teto salarial para temporários do serviço público.

Para quem pretende concorrer, a dica é ficar de olho nos canais oficiais do IBGE e nos sites de concursos, como o G1 Concursos, que costuma divulgar os editais assim que são publicados. Também vale a pena preparar um currículo focado nas competências exigidas: boa comunicação, organização, capacidade de trabalhar ao ar livre e, claro, disponibilidade para viajar, já que o trabalho pode levar o profissional a regiões remotas.

Por que vale a pena se candidatar?

Além da remuneração, que costuma ser competitiva para vagas temporárias, há outros benefícios:

  • Experiência prática: Você vai aprender a coletar dados de campo, lidar com diferentes perfis de população e entender como grandes projetos de estatística são coordenados.
  • Portfólio para concursos futuros: Trabalhar no IBGE pode ser um diferencial no seu currículo quando decidir prestar concursos de nível superior.
  • Contribuição social: Cada entrevista feita ajuda a construir políticas públicas mais eficazes.
  • Rede de contatos: Você vai conviver com profissionais de diferentes áreas, o que pode abrir portas para oportunidades futuras.

Comparando com o último concurso do IBGE

Em 2023, o IBGE realizou um concurso para contratar 8.141 funcionários temporários para a elaboração de pesquisas. Além disso, no ano anterior, o instituto ofereceu 895 vagas no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). A diferença de escala entre então e agora é enorme: são quase cinco vezes mais vagas. Isso mostra que o governo está investindo pesado em coleta de dados, possivelmente como resposta à necessidade de informações mais detalhadas para políticas públicas pós-pandemia.

Impacto nas finanças do IBGE

As despesas com essas contratações vão à conta do orçamento do próprio IBGE, classificadas como “Outras Despesas Correntes”. Elas dependem de declaração de adequação orçamentária e financeira, o que significa que o instituto já reservou recursos para pagar esses temporários. Para quem tem curiosidade sobre o lado financeiro, vale acompanhar o relatório de execução orçamentária do IBGE, que costuma ser publicado anualmente.

O que eu faria se fosse contratado?

Se eu fosse um dos recenseadores, minha primeira missão seria entender bem o questionário. Cada pergunta tem um propósito, e erros de preenchimento podem comprometer todo o levantamento. Eu também me prepararia psicologicamente para lidar com situações delicadas – por exemplo, ao entrevistar alguém em situação de rua, é preciso ter empatia, mas também manter a objetividade dos dados. Por fim, eu aproveitaria a oportunidade para aprender sobre a realidade de regiões que eu nunca teria contato no dia a dia, como comunidades rurais isoladas ou áreas de preservação ambiental.

Como se preparar para o edital?

Mesmo que o edital ainda não esteja publicado, algumas estratégias já dão resultados:

  1. Revisar conteúdos de geografia e estatística básica: O IBGE costuma cobrar conhecimentos sobre território nacional, divisão administrativa e noções de coleta de dados.
  2. Treinar redação objetiva: Embora a maioria das vagas não exija redação, saber escrever de forma clara pode ser útil nas entrevistas.
  3. Fazer simulados de provas anteriores: O concurso de 2023 tem questões disponíveis online; praticá‑las ajuda a entender o estilo da banca.
  4. Manter a documentação em dia: Carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e, se for o caso, certidão de reservista.

Além disso, participar de grupos de estudo no WhatsApp ou Telegram pode ser um bom jeito de trocar dicas e ficar por dentro de novidades.

Olhar para o futuro: o que vem depois das vagas temporárias?

Depois que os censos forem concluídos, o IBGE terá uma enorme base de dados que será analisada nos próximos anos. Isso pode gerar novos projetos de pesquisa, demandando ainda mais profissionais, ainda que em caráter temporário ou até mesmo em regime de concurso. Portanto, quem entrar agora pode se posicionar como um candidato forte para futuras oportunidades.

Além disso, a experiência no campo pode abrir portas para carreiras em áreas como análise de dados, consultoria ambiental, políticas públicas ou até mesmo no setor privado, onde empresas valorizam profissionais que entendem a realidade do território brasileiro.

Conclusão: vale a pena ficar de olho?

Em resumo, as 39 mil vagas temporárias do IBGE representam muito mais que um simples número de contratações. Elas são um convite para quem busca uma porta de entrada no serviço público, uma oportunidade de contribuir com a sociedade e, ainda, de ganhar experiência que pode ser o trampolim para a carreira dos sonhos.

Se você está em busca de emprego, tem disponibilidade para trabalhar em campo e gosta de desafios que vão além de um escritório, vale muito a pena acompanhar o edital, preparar‑se com antecedência e se inscrever assim que a inscrição abrir. Eu mesmo já estou preparando o material e, quem sabe, nos encontraremos nas ruas coletando dados juntos.

Fique atento, compartilhe essa informação com amigos que também estejam na busca por oportunidades e, principalmente, aproveite a chance de fazer parte de um dos maiores projetos de coleta de informação do país.