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LaFerrari: o superesportivo que paga mais de R$ 1 milhão de IPVA e ainda faz história

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LaFerrari: o superesportivo que paga mais de R$ 1 milhão de IPVA e ainda faz história

Quando eu vi a notícia de que um carro estava pagando mais de um milhão de reais em IPVA, confesso que quase caí da cadeira. Não é todo dia que a gente lê sobre um imposto que supera o preço de muitos imóveis. Mas o caso não é nenhum carro comum: estamos falando da LaFerrari, a joia híbrida da Ferrari que, além de ser o veículo mais caro em imposto no Brasil, ainda carrega uma história de inovações e exclusividade.



Por que a LaFerrari tem o IPVA mais caro do país?

O cálculo do IPVA no Brasil é simples: ele incide sobre o valor venal do veículo, segundo a alíquota definida por cada estado. No caso da LaFerrari, o valor de avaliação chegou a R$ 35,6 milhões. Aplicando a alíquota de 3% do Distrito Federal (onde o carro está registrado), o imposto dá a impressionante soma de R$ 1.067.933,76.



Um pouco de história: a primeira Ferrari híbrida

Lançada em 2013, a LaFerrari foi o primeiro modelo híbrido da Ferrari. A marca, conhecida por seus motores V12 rugindo alto, decidiu combinar a potência tradicional com um sistema elétrico de alta performance. O resultado? Um V12 6.3 aspirado que entrega 789 cv, somado a um motor elétrico que eleva a potência total para 963 cv.

Essa combinação trouxe duas vantagens claras:

  • Potência recorde: 0 a 100 km/h em apenas 2,9 segundos.
  • Eficiência: consumo de combustível reduzido em cerca de 40% em comparação ao modelo apenas a combustão.

Além disso, a LaFerrari atinge 350 km/h de velocidade máxima, um número que ainda hoje faz corações de entusiastas baterem mais rápido.



Exclusividade e produção limitada

Ao contrário de muitos superesportivos que são produzidos em larga escala, a LaFerrari foi fabricada em quantidade extremamente restrita: apenas 499 unidades entre 2013 e 2018. Todas já foram vendidas, o que significa que quem ainda não tem a chance de adquirir uma terá que esperar até que algum proprietário decida vender a sua máquina de sonhos.

O último exemplar saiu da Itália e foi registrado em Santa Catarina, mostrando que mesmo após o fim da produção, o interesse pelo modelo continua vivo em todo o país.

Problemas de fabricação e recalls

Mesmo sendo praticamente feita à mão, a LaFerrari não escapou de alguns percalços. A Ferrari, porém, foi rápida em corrigir tudo por meio de recalls, garantindo a segurança e a performance esperadas:

  • Problemas no tanque de combustível com risco de incêndio – substituição completa do componente.
  • Assentos com falha na absorção de energia – trocados por unidades mais seguras.
  • Informações incorretas nos sensores de pressão dos pneus – calibrados e substituídos.
  • Airbag do passageiro defeituoso – substituição integral.

O que tudo isso significa para nós, apaixonados por carros?

Para quem acompanha o mundo automotivo, a LaFerrari representa muito mais que um número de IPVA astronômico. Ela simboliza a convergência entre tradição e tecnologia, mostrando que até mesmo marcas com mais de 70 anos de história podem abraçar a eletrificação sem perder a essência de velocidade e emoção.

Se você ainda não tem um carro, pode parecer distante, mas há lições valiosas:

  • Inovação paga: investir em tecnologias híbridas ou elétricas pode trazer economia de combustível e, a longo prazo, menor impacto ambiental.
  • Exclusividade tem preço: edições limitadas costumam valorizar mais rápido, sendo um bom investimento para quem pensa em colecionar.
  • Manutenção é essencial: mesmo os carros mais sofisticados podem ter falhas; o suporte da marca e a disponibilidade de peças são cruciais.

Futuro dos superesportivos híbridos no Brasil

Com a LaFerrari, a Ferrari deu o primeiro passo. Desde então, outras montadoras têm lançado modelos híbridos de alta performance, como o Porsche 918 Spyder e o McLaren P1. No Brasil, o cenário ainda é de nicho, mas a tendência é clara: mais potência, menos emissões.

Para os entusiastas, isso significa mais opções de carros que unem velocidade com responsabilidade ambiental. E, quem sabe, um dia veremos um modelo híbrido brasileiro ganhar destaque nas pistas internacionais.

Conclusão

A LaFerrari não é apenas o carro com o IPVA mais caro do Brasil; ela é um marco na história da Ferrari e da indústria automotiva como um todo. Seu preço de imposto reflete o valor que a sociedade atribui a tecnologia, exclusividade e desempenho. Enquanto alguns podem achar o número de mais de um milhão de reais exagerado, ele nos lembra que o futuro dos superesportivos está cada vez mais ligado à eletrificação.

E você, o que acha de pagar mais de um milhão só em imposto? Vale a pena ter um pedaço da história da Ferrari no seu driveway, mesmo que seja apenas para admirar? Compartilhe sua opinião nos comentários!