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Josh D’Amaro assume a Disney: o que isso significa para nós, fãs e investidores?

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Josh D’Amaro assume a Disney: o que isso significa para nós, fãs e investidores?

Quando a Disney anuncia um novo CEO, a gente sente um misto de curiosidade e um leve frio na barriga. Não é todo dia que a empresa que cria nossos personagens favoritos troca o timão de quem dirige o navio. Agora, o nome que está na pauta é Josh D’Amaro, que vai assumir o cargo a partir de 18 de março, substituindo o veterano Bob Iger. Eu, que acompanho a Disney de perto – seja nos parques, nas séries ou nas ações da empresa – achei a notícia digna de uma boa conversa.



Quem é Josh D’Amaro?

Josh não é um desconhecido. Ele está na Disney desde 1998, já passou por finanças, estratégia, marketing e operações, e nos últimos anos tem sido o cérebro por trás do segmento Disney Experiences. Essa divisão engloba os parques temáticos, hotéis, cruzeiros e até os produtos de consumo, e gerou cerca de US$ 36 bi em receita no último exercício fiscal. Em termos simples, ele cuida dos lugares onde a magia ganha forma física – de Orlando a Xangai, de Paris a Abu Dhabi.

Por que a Disney escolheu ele?

O conselho da Disney, liderado por James Gorman, destacou a combinação rara de “liderança inspiradora e inovação” que D’Amaro traz. Ele tem um olhar estratégico para crescimento, mas, ao mesmo tempo, demonstra paixão genuína pela marca e pelos colaboradores. Bob Iger, que deixa o cargo, também elogiou a capacidade de Josh de unir criatividade e excelência operacional. Para quem acompanha o mercado, isso sinaliza continuidade com um toque de renovação.

O que muda na prática?

Na hora de analisar o impacto direto, vale separar duas áreas: o público‑consumidor e os investidores.

  • Parques e experiências: Josh deve acelerar projetos como o novo parque em Abu Dhabi e as expansões em Orlando e Paris. Isso pode significar mais atrações inéditas, filas mais curtas (se a tecnologia avançar) e, claro, mais oportunidades de emprego.
  • Streaming e estúdios: Embora sua especialidade seja o lado “real” da Disney, ele terá que lidar com a pressão de tornar o Disney+ rentável e de revitalizar os estúdios de cinema, que ainda buscam recuperar o ritmo pós‑pandemia.

O papel de Dana Walden

Junto com a nomeação de D’Amaro, a Disney criou um cargo inédito: presidente e diretora criativa, ocupado por Dana Walden. Ela será a responsável por coordenar a estratégia criativa em cinema, TV e streaming, reportando‑se diretamente ao novo CEO. Essa separação de funções – criatividade de um lado e operação do outro – pode trazer mais foco e clareza nas decisões de conteúdo, algo que muitos críticos apontam como necessário.



Desafios que o novo CEO herdará

Não é só festa e fogos de artifício. D’Amaro entra num momento de reestruturação profunda. Desde o retorno de Iger em 2022, a Disney tem buscado disciplina financeira, reforçar os estúdios e transformar o streaming em um negócio lucrativo. Além disso, a concorrência no setor de entretenimento – com nomes como Netflix, Amazon e Apple – está cada vez mais acirrada. O novo CEO precisará equilibrar a criatividade que a Disney representa com a necessidade de resultados sólidos para acionistas.

Impactos para os fãs

Para nós, que somos fãs de longa data, a mudança pode trazer novidades empolgantes. Josh tem histórico de projetos ousados como Star Wars: Galaxy’s Edge e Avengers Campus. Se ele mantiver essa energia, podemos esperar mais imersões, experiências híbridas que misturam realidade aumentada e física, e talvez até novas formas de contar histórias nos parques. Também é provável que a Disney continue a investir em parcerias digitais, como a colaboração com a Epic Games para levar o universo Disney ao Fortnite.

E para quem acompanha a bolsa?

Os analistas veem a transição como um ponto de estabilização. A Disney tem ações negociadas em várias bolsas, e a confiança do mercado costuma ser sensível a mudanças na liderança. A presença de um CEO que já conhece a maior fatia de receita da empresa pode tranquilizar investidores, principalmente se ele conseguir melhorar a margem dos parques e avançar no streaming sem sacrificar a qualidade dos conteúdos.



O que eu espero do futuro

Se eu fosse dar um palpite, diria que nos próximos anos veremos três tendências fortes sob a batuta de D’Amaro:

  1. Expansão global dos parques: novos destinos, talvez mais na Ásia e no Oriente Médio, com foco em tecnologia de ponta.
  2. Integração de conteúdo digital e físico: experiências que começam no celular, continuam no parque e terminam em um filme ou série.
  3. Sustentabilidade e responsabilidade social: a Disney tem metas ambiciosas de redução de emissões; o novo CEO pode colocar isso como diferencial competitivo.

Enfim, a troca de comando na Disney é mais do que um mero comunicado corporativo. Ela reflete uma estratégia de longo prazo que envolve criatividade, tecnologia e gestão financeira. Seja você um visitante dos parques, um assinante do Disney+, ou um investidor, vale ficar de olho nas próximas decisões de Josh D’Amaro. Afinal, a magia da Disney está em constante reinvenção, e agora temos um novo capitão para guiar essa jornada.