Recentemente o IBGE divulgou os números da pesquisa de emprego do último trimestre de 2025 e, para quem acompanha a economia, a notícia é quase um suspiro de alívio: a taxa de desocupação caiu para 5,1%, o menor patamar desde que os registros começaram, em 2012. Mas, além dos números frios, o que esses indicadores realmente trazem para a nossa vida cotidiana?
Entendendo os números
Vamos destrinchar os principais dados que o IBGE trouxe:
- Taxa de desocupação: 5,1% (queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior).
- População ocupada: 103 milhões – recorde histórico.
- População desocupada: 5,5 milhões – a menor já registrada.
- Taxa de informalidade: 37,6% da força de trabalho.
- Rendimento médio real: R$ 3.613, alta de 5,0% no ano.
Esses números não são apenas estatísticas; eles refletem mudanças reais no mercado de trabalho que afetam diretamente quem busca emprego, quem já tem um cargo e quem pensa em abrir o próprio negócio.
Por que a taxa de desemprego caiu?
Não foi um golpe de sorte. Vários fatores convergem para esse cenário:
- Expansão do setor privado: 53 milhões de trabalhadores, crescimento de 1,1% no ano.
- Mais empregos com carteira assinada: 39,4 milhões, alta de 2,4%.
- Setores de serviços em alta: comércio de veículos e administração pública registraram os maiores ganhos de ocupação.
- Renda real em alta: salários médios subiram, estimulando consumo e, por consequência, mais vagas.
Esses pontos mostram que a economia está conseguindo gerar empregos de qualidade, não apenas números temporários.
O que isso significa para quem está procurando trabalho?
Se você está no mercado, a queda da taxa de desocupação pode ser um sinal de que as portas estão se abrindo, mas é preciso entender onde estão as oportunidades:
- Setor de serviços: áreas como saúde, educação e administração pública cresceram. Se você tem formação nessas áreas, as chances de encontrar vagas aumentam.
- Comércio e reparação de veículos: o aumento de 1,6% nesse segmento indica demanda por mecânicos, vendedores e técnicos.
- Informalidade ainda alta: 38,7 milhões de trabalhadores ainda estão sem carteira. Se você prefere a segurança de um contrato formal, vale a pena buscar empresas que ofereçam CLT.
Além disso, a presença de vagas em plataformas como o Sine de Maceió mostra que o mercado regional também está aquecido. Se você mora em Alagoas, vale a pena monitorar o portal local.
Como a queda do desemprego impacta o seu bolso?
Mais pessoas trabalhando significa mais renda circulando. Isso tem dois efeitos diretos:
- Maior poder de compra: com salários médios em R$ 3.613, o consumidor tem mais disposição para gastar, o que pode impulsionar o comércio local.
- Pressão sobre a inflação: mais dinheiro em circulação pode elevar preços, mas o IBGE ainda não mostrou sinais de alta inflacionária fora do esperado.
Para quem tem dívidas, esse cenário pode ser uma oportunidade de renegociar com condições melhores, já que o crédito tende a ficar mais acessível quando o desemprego está baixo.
Desafios que ainda permanecem
Mesmo com esses números positivos, ainda há questões que precisam de atenção:
- Informalidade: 37,6% da força de trabalho ainda está fora do regime formal, o que traz insegurança e falta de benefícios.
- Desalentados: 2,6 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego. Isso indica que ainda há barreiras de qualificação e acesso.
- Desigualdade regional: enquanto regiões como o Sudeste podem sentir mais os efeitos positivos, outras ainda lutam para criar vagas suficientes.
Esses pontos mostram que, apesar da melhora, ainda há muito a ser feito para garantir que o crescimento do emprego seja inclusivo.
O que fazer agora?
Se você está pensando em entrar ou voltar ao mercado de trabalho, aqui vão algumas dicas práticas:
- Atualize seu currículo: destaque experiências recentes e cursos de qualificação.
- Invista em capacitação: áreas como tecnologia da informação, comunicação e agronegócio estão em alta.
- Explore vagas formais: use o Sine, LinkedIn e sites de empresas para buscar oportunidades com CLT.
- Considere o trabalho por conta própria: 26,1 milhões de brasileiros já são autônomos; se você tem uma habilidade, pode ser a hora de empreender.
Não esqueça de observar a taxa de subutilização da força de trabalho (13,4%); ela indica quantas pessoas ainda não conseguem trabalhar na capacidade total. Se você está subocupado, busque cursos que aumentem sua carga horária ou diversifiquem suas habilidades.
Olhar para o futuro
Os números de 2025 dão esperança, mas a economia é cíclica. O que podemos esperar nos próximos anos?
- Continuidade da digitalização: mais vagas em tecnologia e comunicação.
- Investimento em infraestrutura: obras públicas podem gerar empregos no setor de construção.
- Políticas de qualificação: se o governo mantiver programas de treinamento, a taxa de desalentados pode cair ainda mais.
Em resumo, a queda do desemprego é um sinal positivo, mas ainda exige atenção para que a qualidade dos empregos melhore e a informalidade diminua. Enquanto isso, fique de olho nas oportunidades, invista em você e aproveite o momento de expansão.



