Se você recebe aposentadoria ou pensão do INSS, provavelmente já se acostumou a ficar de olho no calendário de pagamentos. Em 2026, o Ministério da Previdência Social divulgou as datas exatas em que os depósitos vão cair na conta, e eu trouxe tudo aqui de forma bem prática, para você não perder nenhum crédito.
Por que o calendário do INSS importa tanto?
Não é só questão de receber o dinheiro – embora, convenhamos, seja o principal motivo. Saber quando o pagamento será feito ajuda a organizar o orçamento, planejar contas fixas, evitar juros por atrasos e ainda dá tranquilidade para quem depende desse recurso para viver.
Como o calendário é definido?
O INSS usa o número final do cartão de benefício (aquele que aparece antes do traço) para distribuir os pagamentos ao longo do mês. Quem recebe até um salário‑mínimo – o chamado “piso nacional” – tem um cronograma diferente dos que recebem acima desse valor. A ideia é distribuir a carga de pagamentos ao longo de várias semanas, evitando congestionamento nos bancos.
Calendário completo para quem recebe até um salário‑mínimo
- Janeiro: de 26/01 a 06/02
- Fevereiro: de 23/02 a 06/03
- Março: de 25/03 a 08/04
- Abril: de 24/04 a 08/05
- Maio: de 25/05 a 08/06
- Junho: de 24/06 a 07/07
- Julho: de 27/07 a 07/08
- Agosto: de 25/08 a 08/09
- Setembro: de 24/09 a 07/10
- Outubro: de 26/10 a 09/11
- Novembro: de 24/11 a 07/12
- Dezembro: de 22/12 a 08/01
Para quem recebe até o mínimo, o calendário começa sempre com o cartão final 1. Ou seja, se o seu benefício termina em 1, o pagamento será feito nos primeiros dias da janela indicada acima.
E quem recebe acima do salário‑mínimo?
O processo é semelhante, mas a distribuição começa com dois grupos: finais 1 e 6 no primeiro dia, 2 e 7 no segundo, e assim por diante. Isso significa que, dependendo do seu número final, o pagamento pode acontecer alguns dias antes ou depois dos beneficiários do piso nacional.
Como consultar o valor exato que você vai receber?
Existem três maneiras simples:
- Aplicativo Meu INSS: Baixe no celular, faça login com CPF e senha, e veja o extrato do benefício.
- Site Meu INSS: Acesse meu.inss.gov.br, entre com seus dados e confira o valor.
- Telefone 135: Ligue de segunda a sábado, das 7h às 22h. Tenha em mãos seu CPF e número do benefício para agilizar o atendimento.
Essas ferramentas são úteis não só para conferir a data, mas também para acompanhar reajustes e eventuais descontos.
Reajuste do salário‑mínimo: quando ele entra em vigor?
O salário‑mínimo costuma ser reajustado a partir de 1º de janeiro. No entanto, o valor corrigido só aparece nos depósitos entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Portanto, se você recebe até um salário‑mínimo, o pagamento de janeiro (que começa em 26/01) ainda pode refletir o valor antigo, enquanto o crédito entre 27/01 e 06/02 já traz o novo piso.
Dicas práticas para não perder nenhum pagamento
- Marque no calendário: Anote a janela de pagamento que corresponde ao seu número final. Um lembrete no celular já salva muita dor de cabeça.
- Cheque a conta diariamente: Os bancos podem demorar algumas horas para liberar o crédito. Verificar o extrato logo pela manhã garante que você saiba exatamente quando o dinheiro está disponível.
- Use o débito automático com cautela: Se você costuma pagar contas automaticamente, ajuste as datas de vencimento para depois do dia em que o INSS costuma depositar o seu benefício.
- Fique atento a fraudes: O INSS nunca pede pagamento de taxa para liberar seu benefício. Qualquer contato pedindo dinheiro é golpe.
O que pode mudar em 2026?
Até agora, o calendário segue o mesmo padrão dos últimos anos. Mas é sempre bom ficar de olho em possíveis alterações, como mudanças nas regras de pagamento ou novos benefícios. O Ministério da Previdência costuma publicar atualizações no site oficial e nas redes sociais.
Conclusão
Ter clareza sobre as datas de pagamento do INSS em 2026 pode transformar a forma como você gerencia seu orçamento. Não é apenas uma questão de saber quando o dinheiro vai cair, mas de usar essa informação para planejar despesas, evitar juros e manter a tranquilidade financeira.
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