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A nova geração de bilionários: jovens que construíram fortunas do zero

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A nova geração de bilionários: jovens que construíram fortunas do zero

Um recorde que surpreende

Se você acha que ficar rico ainda depende de herança ou de um bom casamento, a Forbes acaba de provar que o caminho está mudando. Em 2025, o número de bilionários com menos de 30 anos que criaram suas próprias fortunas bateu recorde: 13 jovens, quase o dobro de 2022. Entre eles, a brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, tornou‑se a mulher mais jovem do mundo a alcançar o status de bilionária sem nenhum apoio familiar.

Por que essa explosão?

Não é coincidência. As últimas duas décadas foram marcadas por tecnologias que nem existiam quando nossos pais tinham 20 anos. Inteligência artificial, plataformas de previsão de eventos e apostas online cresceram como fermento, transformando ideias em empresas avaliadas em bilhões em poucos meses. Quando a pandemia trouxe mais tempo em casa e a necessidade de digitalizar tudo, esses setores ganharam ainda mais tração.

Quem são esses 13 jovens?

  • Alexandr Wang (28) – US$ 3,2 bi – Co‑fundador da Scale AI, empresa de rotulagem de dados para IA. A Meta comprou 49% da companhia por cerca de US$ 14 bi.
  • Ed Craven (29) – US$ 2,8 bi – Co‑fundador do cassino digital Stake.com, que explodiu durante a pandemia.
  • Surya Midha (22) – US$ 2,2 bi – Co‑fundador da Mercor, startup de recrutamento com IA.
  • Brendan Foody (22) – US$ 2,2 bi – Também da Mercor, atua como CEO.
  • Adarsh Hiremath (22) – US$ 2,2 bi – Diretor de tecnologia da Mercor.
  • Fabian Hedin (26) – US$ 1,6 bi – Co‑fundador da Lovable, que cria sites e apps com IA.
  • Michael Truell (25) – US$ 1,3 bi – Co‑fundador da Cursor, focada em edição de código com IA.
  • Aman Sanger (25) – US$ 1,3 bi – Também da Cursor.
  • Sualeh Asif (25) – US$ 1,3 bi – Mais um nome da Cursor.
  • Arvid Lunnemark (26) – US$ 1,3 bi – Completa a lista da Cursor.
  • Luana Lopes Lara (29) – US$ 1,3 bi – Co‑fundadora da Kalshi, plataforma de apostas sobre eventos futuros.
  • Tarek Mansour (29) – US$ 1,3 bi – Co‑fundador da Kalshi.
  • Shayne Coplan (27) – US$ 1 bi – Fundador da Polymarket, que recebeu investimento de US$ 2 bi da Intercontinental Exchange.

O caso Luana Lopes Lara: como uma brasileira chegou ao topo

Luana nasceu em 1996, estudou ciência da computação e, logo após a graduação, mergulhou no universo das fintechs. Em 2020, junto a dois parceiros, criou a Kalshi, um marketplace onde as pessoas podem apostar em resultados de eleições, indicadores econômicos ou até o clima. A ideia parece simples, mas o diferencial está na regulação: a empresa conseguiu licenças nos EUA que permitem operar legalmente, algo que poucos concorrentes conseguiram.

O que fez a fortuna de Luana crescer tão rápido foi a explosão de interesse por previsões de mercado durante períodos de instabilidade – a guerra na Ucrânia, a inflação global e as eleições americanas criaram demanda por instrumentos de hedge. Em menos de cinco anos, a Kalshi foi avaliada em mais de US$ 10 bilhões, e a participação de Luana na empresa lhe rendeu a marca de bilionária.

O que isso significa para nós, leitores?

Primeiro, a mensagem clara: a geração Z e os Millennials não estão mais esperando por oportunidades “tradicionais”. Eles criam nichos, combinam tecnologia de ponta e encontram brechas regulatórias para transformar ideias em negócios gigantescos. Se você tem 25 ou 30 anos, ainda tem tempo de se lançar em algo inovador.

Segundo, o papel da inteligência artificial não pode ser subestimado. A maioria dos jovens bilionários da lista tem IA no coração do seu negócio. Seja rotulando dados, recrutando talentos ou ajudando a escrever código, a IA está acelerando processos que antes levavam anos. Isso abre portas para quem tem habilidades técnicas, mas também para quem sabe como aplicar essas ferramentas em setores “não‑tech”.

Terceiro, o mercado de previsões e apostas online está se profissionalizando. Não se trata mais de sites de jogos de azar; são plataformas que oferecem hedge contra riscos econômicos, algo que até grandes bancos estão observando. Se você tem interesse em finanças, talvez seja a hora de estudar como funcionam esses mercados.

Próximos passos: como se preparar

  1. Aprenda o básico de IA. Cursos gratuitos, como os do Coursera ou da própria Google AI, dão uma boa base.
  2. Identifique um problema real. As startups de sucesso surgem de dores que ninguém ainda resolveu. Observe seu cotidiano, converse com colegas, procure lacunas.
  3. Entenda a regulação. O caso da Kalshi mostra que operar dentro da lei pode ser um diferencial competitivo.
  4. Construa uma rede. Mentores, investidores‑anjos e parceiros técnicos são essenciais. Eventos de tecnologia, meetups e hackathons são ótimos lugares para isso.

Desafios e críticas

Nem tudo são flores. O crescimento rápido traz riscos: avaliações inflacionadas, dependência de capital externo e pressão por resultados. Além disso, há um debate ético sobre apostas em eventos como eleições ou crises sanitárias. Alguns críticos argumentam que essas plataformas podem incentivar a manipulação de informações.

Outra questão importante é a concentração de riqueza. Mesmo que esses jovens sejam “self‑made”, eles ainda representam uma minoria que tem acesso a capital, educação e redes de contato privilegiadas. A pergunta que fica é: como democratizar essas oportunidades?

Olhando para o futuro

Se 2025 já trouxe 13 bilionários menores de 30 anos, o que esperar dos próximos cinco anos? A tendência é que o número continue subindo, especialmente à medida que a IA se torna mais acessível e novas áreas, como a computação quântica ou a biotecnologia, começam a gerar startups de alto valor.

Para quem acompanha o mercado, vale ficar de olho em três sinais:

  • Novas rodadas de investimento em IA de “seed” que ultrapassam US$ 100 milhões.
  • Regulamentações que abram espaço para mercados de previsão em mais países.
  • Parcerias entre grandes corporações e startups emergentes, que costumam validar tecnologias promissoras.

No fim das contas, a história desses jovens bilionários nos lembra que a combinação de visão, tecnologia e coragem pode transformar o impossível em realidade. E, quem sabe, a próxima pessoa a aparecer na lista pode ser você.