Radar Fiscal

Cinco golpes que vão bombar em 2026 – como se proteger antes que seja tarde

Compartilhe esse artigo:

WhatsApp
Facebook
Threads
X
Telegram
LinkedIn
Cinco golpes que vão bombar em 2026 – como se proteger antes que seja tarde

Se tem uma coisa que aprendi nos últimos anos, é que a criatividade dos golpistas não tem limites. Eles se aproveitam de momentos de crise, da nossa ansiedade e, agora, da inteligência artificial para criar armadilhas cada vez mais convincentes. Em 2026, a lista de fraudes que prometem dar dor de cabeça ao brasileiro está mais longa do que nunca. Por isso, resolvi reunir aqui os cinco golpes que, segundo especialistas, vão se tornar ainda mais comuns, e dar dicas práticas para que você não caia nessa cilada.



1. Golpes de recuperação (ou “recuperação de dinheiro”)

Já ouviu aquela mensagem que parece um milagre? “Conseguimos recuperar o dinheiro que você perdeu” ou “Temos um fundo do governo pronto para liberar o seu saque”. O golpe funciona como um “ciclo de enganação”: primeiro a pessoa perde dinheiro – muitas vezes em um investimento fraudulento – e, depois, recebe a promessa de ajuda para reaver o valor, mas só se pagar uma taxa.

O que deixa o golpe ainda mais perigoso é a tática de “aliciamento financeiro”. O golpista cria um relacionamento online, ganha sua confiança e, quando você já está vulnerável, oferece um “investimento” em criptomoedas ou em fundos inexistentes.

  • Como se proteger: Desconfie de quem pede taxa antecipada. Nunca pague com cartões‑presente, criptomoedas ou transferências que não deixam rastro.
  • Pesquise o nome da suposta empresa usando termos como “golpe”, “fraude” ou “reclamação”.
  • Se a oferta parecer boa demais para ser verdade, provavelmente é.

2. Prisão digital

Imagine receber uma videochamada de alguém que parece um policial, com documentos falsos na tela, dizendo que você está sendo investigado por um crime grave. Esse é o golpe da “prisão digital”, que já fez vítimas na Índia e está se espalhando nos EUA. A diferença agora é que a IA cria deepfakes – vídeos extremamente realistas – e documentos forjados que dão aparência de legitimidade.

  • Como se proteger: Desligue o telefone imediatamente. A polícia nunca liga para cobrar multas ou ameaçar prisão.
  • Ordens judiciais nunca são enviadas por SMS, WhatsApp ou e‑mail.
  • Se ainda estiver em dúvida, procure a delegacia mais próxima ou ligue para o número oficial da polícia.



3. Golpe do “Olá, pervertido”

Um e‑mail chega afirmando que seu computador foi hackeado e que o autor gravou você acessando sites de conteúdo adulto. A ameaça? “Pague agora ou divulgaremos tudo”. O objetivo é gerar pânico e forçar um pagamento rápido, geralmente em criptomoedas ou cartões‑presente.

  • Como se proteger: Não abra anexos de remetentes desconhecidos. Apague a mensagem e não responda.
  • Os PDFs que chegam como “provas” costumam ser arquivos vazios ou contendo apenas texto genérico.
  • Mantenha a calma: se alguém realmente gravou algo, não tem como provar sem acesso ao seu dispositivo.

4. Falso romance (catfishing)

Os golpes românticos são antigos, mas continuam evoluindo. Um perfil bonito nas redes sociais, mensagens carinhosas e, em pouco tempo, pedidos de dinheiro ou investimentos. O golpista costuma usar interesses que você demonstra online – corrida, viagens, culinária – para criar uma conexão instantânea.

  • Como se proteger: Mantenha a conversa dentro da plataforma de namoro. Se a pessoa quiser mudar para WhatsApp ou outro app logo de cara, desconfie.
  • Fique atento ao “love bombing”: demonstrações exageradas de afeto nos primeiros dias.
  • Exija um encontro presencial. Se nunca puder marcar, é sinal de alerta.

5. Golpes de emprego

Com a alta taxa de desemprego, ofertas de trabalho que parecem perfeitas surgem em grupos de Facebook, LinkedIn e até anúncios no Google. O golpista pede documentos pessoais, taxa de inscrição ou pagamento antecipado para garantir a vaga.

  • Como se proteger: Nunca pague para conseguir um emprego ou entrevista.
  • Cheque a vaga no site oficial da empresa. Se o recrutador não constar no portal, desconfie.
  • Desconfie de promessas de salários altíssimos e pouca carga horária – se parece fácil, provavelmente é fraude.



Por que a IA está tornando tudo mais perigoso?

Nos últimos anos, assistimos ao crescimento exponencial de ferramentas de IA que geram textos, imagens e vídeos com qualidade profissional. Isso significa que um golpista pode criar, em minutos, um e‑mail que parece escrito por um advogado, ou um vídeo de um suposto agente da polícia com a sua foto. A linha entre o real e o falso está ficando cada vez mais tênue, e a maioria das pessoas ainda não tem o hábito de checar a autenticidade desses materiais.

Um ponto importante: a IA não substitui a intenção criminosa, apenas a potencializa. Ela reduz o custo de produção de golpes e aumenta o volume de vítimas atingidas.

O que podemos fazer a longo prazo?

Além das medidas individuais – como as dicas acima – é fundamental que o governo e as empresas invistam em educação digital. Campanhas de conscientização, ferramentas de verificação de deepfake e legislações mais rígidas contra fraudes online são passos essenciais.

Enquanto isso, a melhor arma continua sendo a informação. Compartilhe este artigo com amigos e familiares, especialmente com quem tem mais dificuldade em lidar com tecnologia. Uma comunidade bem informada reduz drasticamente o sucesso dos golpistas.

Se você já foi vítima ou conhece alguém que passou por alguma dessas situações, deixe um comentário. Sua experiência pode ajudar outras pessoas a evitarem o mesmo erro.