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Passagens mais baratas e novos leilões: o que a queda de 11,7% significa para quem viaja em 2026

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Passagens mais baratas e novos leilões: o que a queda de 11,7% significa para quem viaja em 2026

Se você ainda acha que voar no Brasil está sempre caro, a boa notícia pode te surpreender. O ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, acabou de divulgar que a tarifa média das passagens aéreas caiu 11,7% entre 2022 e 2025. Parece pouca coisa? Quando a gente coloca em números reais, o impacto no bolso do viajante fica bem mais evidente.



## Por que as passagens ficaram mais baratas?

A queda não aconteceu por acaso. Foram anos de recuperação pós‑pandemia, aumento da concorrência e, principalmente, a entrada de novos players no mercado. A Anac mostrou que o número de passageiros em 2025 chegou a 130 milhões, um salto de 20 % em relação a 2019, antes da COVID‑19. Mais gente voando significa mais rotas, mais frequência e, consequentemente, preços mais competitivos.

Além disso, a estratégia do governo de estimular a renovação da frota tem papel fundamental. O ministro estima que até o fim de 2026 a Embraer represente 25 % da frota nacional, impulsionada pela compra de até 74 aeronaves pela LATAM. Aeronaves mais modernas consomem menos combustível e têm custos operacionais menores, o que se reflete nas tarifas.



## O que muda para quem viaja dentro do Brasil?

### 1. Mais opções de voos curtos

Com a queda de preço, companhias de baixo custo (low‑cost) intensificam rotas regionais. Se antes era difícil encontrar voos baratos para cidades do interior, agora a competição abre espaço para tarifas ainda menores. Isso beneficia quem viaja a trabalho ou para visitar a família.

### 2. Possibilidade de viajar em alta temporada

A temporada de férias costuma ser o período mais caro. Mas com a média geral em baixa, dá para planejar uma viagem para o litoral carioca ou para o interior de Minas sem precisar esperar promoções relâmpago.

### 3. Maior conforto nas cabines

A renovação da frota traz aviões com assentos mais confortáveis, entretenimento a bordo e melhor eficiência de combustível. Mesmo que a passagem seja mais barata, a experiência pode ser superior.



## E o segmento internacional?

O levantamento também mostra que o número de passageiros internacionais subiu 13,7 % em relação a 2024, atingindo 28,5 milhões. Essa recuperação traz duas consequências importantes:

– **Abertura de novas rotas**: companhias estrangeiras estão mais dispostas a operar voos diretos para o Brasil, o que pode gerar mais opções e preços competitivos.
– **Maior conectividade**: cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília ganham mais voos de conexão, facilitando viagens de longa distância.

## Leilões que prometem mudar o cenário aeroportuário

Além da queda nas tarifas, o governo anunciou leilões importantes para o primeiro trimestre de 2026. O destaque fica para o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, que será leiloado em março. Por que isso importa?

– **Privatização e investimentos**: um novo concessionário pode trazer capital para modernizar a infraestrutura, melhorar o atendimento e ampliar a capacidade de voos.
– **Impacto nas tarifas**: aeroportos mais eficientes reduzem custos operacionais das companhias, o que pode refletir em preços ainda mais baixos para o passageiro.
– **Desenvolvimento regional**: o Galeão é um hub estratégico para o turismo e negócios no Sudeste; seu aprimoramento beneficia toda a cadeia econômica.

Mas o leilão não se limita ao Galeão. O Ministério dos Portos e Aeroportos também está preparando o edital do megaterminal de contêineres do Porto de Santos, que deve ser publicado até o fim de abril. Embora seja um projeto de logística, ele tem ligação direta com o setor aéreo: um porto mais eficiente facilita o transporte de cargas aéreas, reduzindo custos para empresas que dependem de importação e exportação.

## Como aproveitar a queda de preços?

### Planeje com antecedência, mas fique atento às promoções relâmpago

Mesmo com a média em baixa, ainda existem tarifas promocionais que podem cair ainda mais. Use alertas de preço em sites como Google Flights, Decolar ou Skyscanner.

### Considere aeroportos alternativos

Voar pelo Galeão pode ser mais caro que usar o Santos Dumont ou o Aeroporto de Guarulhos, dependendo da rota. Verifique a diferença de preço e o tempo de deslocamento até o aeroporto.

### Seja flexível nas datas

Se puder viajar em dias de semana, geralmente encontrará tarifas menores do que nos fins de semana.

### Aproveite programas de milhas

Com mais voos e concorrência, os programas de fidelidade das companhias aéreas podem oferecer melhores oportunidades de resgate.

## Olhando para o futuro

A tendência de queda nas tarifas parece estar consolidada, mas alguns fatores podem mudar o cenário:

– **Aumento do preço do combustível**: se o petróleo subir, as companhias podem repassar custos.
– **Regulamentações ambientais**: novas normas podem exigir investimentos em tecnologia mais cara.
– **Instabilidade econômica**: inflação alta pode reduzir o poder de compra dos consumidores, impactando a demanda.

Mesmo assim, a combinação de frota renovada, leilões estratégicos e crescimento do número de passageiros cria um ambiente favorável para que o preço das passagens continue competitivo.

## Conclusão

Para quem mora no Brasil, a queda de 11,7 % nas tarifas médias de 2022 a 2025 não é só um número de relatório; é um convite para viajar mais, explorar novas cidades e, quem sabe, até considerar destinos internacionais que antes pareciam fora de alcance. Os leilões de aeroportos, como o do Galeão, prometem melhorar ainda mais a experiência de voo, trazendo investimentos e modernização.

Fique de olho nos próximos leilões, nas promoções das companhias e nas novidades da frota da Embraer. O céu está mais acessível – basta aproveitar a oportunidade.

*Este post foi escrito por um entusiasta de viagens que acompanha de perto as mudanças no setor de aviação. Se você gostou das dicas, compartilhe com amigos que também adoram voar!*