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Engenheiro de IA lidera o ranking de empregos em alta para 2026: o que isso significa para a sua carreira

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Engenheiro de IA lidera o ranking de empregos em alta para 2026: o que isso significa para a sua carreira

Se você tem acompanhado as tendências do mercado de trabalho, provavelmente já viu o último ranking do LinkedIn sobre os cargos que mais vão crescer até 2026. A novidade que chama mais atenção? O engenheiro de inteligência artificial (IA) está no topo da lista, com salários que podem chegar a R$ 32 mil. Mas o que isso realmente implica para quem está pensando em mudar de área ou se especializar?



Por que a IA está no topo?

Nos últimos anos, a IA deixou de ser um assunto de laboratórios e passou a estar presente no dia a dia das empresas. Desde startups de fintech até gigantes da indústria, todas estão buscando profissionais que saibam transformar grandes volumes de dados em decisões práticas. Essa demanda gerou um crescimento de 48% no número de profissionais com o título de engenheiro de IA, segundo o LinkedIn.



Salários e oportunidades

O Glassdoor indica que a remuneração média para um engenheiro de IA no Brasil gira em torno de R$ 8 mil, mas cargos estratégicos podem chegar a R$ 32 mil. Essa variação depende do nível de senioridade, do setor (tecnologia, finanças, saúde) e da complexidade dos projetos. Além do salário, 63,55% das vagas são remotas, o que abre portas para quem mora fora dos grandes polos.

Onde estão as vagas?

As cidades que mais anunciam vagas para engenheiros de IA são São Paulo, Florianópolis e Recife. São centros de inovação que concentram startups, centros de pesquisa e filiais de multinacionais. Se você ainda não está nesses locais, o trabalho remoto pode ser a solução para acessar essas oportunidades.

Como chegar lá?

O caminho típico inclui experiência prévia em engenharia de software, ciência de dados ou engenharia de dados. O tempo médio de experiência antes da contratação é de 3,6 anos. Cursos de especialização, certificações em plataformas como TensorFlow ou PyTorch, e projetos práticos são essenciais para se destacar.

  • Formação: graduação em Engenharia da Computação, Ciência da Computação ou áreas afins.
  • Especialização: mestrado ou cursos de pós-graduação em IA, aprendizado de máquina ou ciência de dados.
  • Portfólio: projetos de código aberto, participação em competições de Kaggle ou desenvolvimento de modelos próprios.

Desafios ainda presentes

Apesar do crescimento, a participação feminina ainda é baixa: apenas 10,58% das contratações em 2025 foram de mulheres. Isso reflete barreiras históricas no acesso à formação técnica e à permanência em carreiras de tecnologia. Iniciativas de inclusão e mentoria são fundamentais para mudar esse cenário.

Outros cargos em alta

Além da IA, o ranking destaca funções como Analista de Dados, Engenheiro de Confiabilidade, Planejador Financeiro e até Auxiliar de Enfermagem. A diversidade de áreas mostra que a tecnologia está permeando setores tradicionais, como saúde e finanças, gerando novas oportunidades para quem tem perfil analítico.

O que isso significa para você?

Se você está pensando em se recolocar ou avançar na carreira, vale a pena considerar:

  1. Investir em qualificação: cursos de IA, certificações e projetos práticos.
  2. Explorar vagas remotas: amplie sua busca para além dos grandes centros.
  3. Participar de comunidades: grupos de estudo, meetups e hackathons são ótimos para networking.
  4. Pensar na inclusão: se você é mulher ou faz parte de grupos sub-representados, busque programas de apoio que ajudam a superar as barreiras.

Em resumo, o futuro do trabalho no Brasil está cada vez mais conectado à tecnologia e à análise de dados. O engenheiro de IA lidera o ranking, mas há espaço para quem deseja se especializar em áreas relacionadas. Prepare-se, atualize seu conhecimento e aproveite as oportunidades que surgem – o mercado está pronto para quem quiser se adaptar.