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PicPay busca novo salto: IPO na Nasdaq e o que isso significa para você

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PicPay busca novo salto: IPO na Nasdaq e o que isso significa para você

Na última segunda‑feira (5), a PicPay, aquele banco digital que a gente usa para pagar contas, transferir dinheiro e até dividir a conta do delivery, enviou um pedido formal para abrir capital na Nasdaq. Sim, a bolsa de valores dos Estados Unidos, onde listam gigantes como Apple e Amazon. Não é a primeira vez que a empresa tenta esse caminho – a tentativa de 2021 acabou cancelada por um mercado desfavorável – mas agora os números parecem mais convincentes.



Por que isso importa? Primeiro, porque a PicPay registrou um lucro de R$ 313,8 milhões nos primeiros nove meses de 2025, quase dobrando o que havia sido reportado no mesmo período do ano passado (R$ 172 milhões). A receita total subiu para R$ 7,26 bilhões, quase o dobro dos R$ 3,78 bilhões de 2024. Esses números mostram que a empresa não está só crescendo em número de usuários – que já são 42,1 milhões – mas também em valor por cliente.



O que mudou nos últimos anos?

  • Clientes ativos: de 37,5 milhões para 42,1 milhões.
  • Receita média por cliente: de R$ 38,10 para R$ 65,40 por trimestre.
  • Volume de pagamentos: R$ 392,46 bilhões nos nove meses, 32% acima do mesmo período de 2024.

Esses indicadores são importantes porque mostram que a PicPay está conseguindo monetizar melhor sua base. Não basta ter milhões de usuários; é preciso que eles gastem mais e que a empresa consiga extrair valor desses gastos.



Por que a Nasdaq?

Listar na Nasdaq traz visibilidade internacional, acesso a investidores que buscam oportunidades em fintechs e, claro, um “selo” de credibilidade. O código escolhido será “PICS”. O dinheiro arrecadado será usado para capital de giro, despesas operacionais, investimentos e para atender exigências regulatórias. Em outras palavras, a empresa pretende usar o IPO como um combustível para acelerar ainda mais o crescimento.

O cenário dos IPOs nos EUA em 2025

Depois de quase três anos de baixa atividade, 2025 viu um leve retorno das ofertas públicas nos Estados Unidos. No entanto, a confiança ainda está abalada por fatores como as tarifas de importação impostas na era Trump, a paralisação do governo federal e a queda das ações de empresas de IA no final do ano passado. Analistas acreditam que 2026 será o ano da retomada, com fintechs e até cripto‑empresas entrando na corrida.

Quem mais está de olho?

Além da PicPay, outros nomes fortes do mundo digital já sinalizaram interesse em abrir capital nos EUA: o banco britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês PayPay. Isso indica que o setor de pagamentos e serviços financeiros está se consolidando como um dos principais motores de inovação e investimento.

O que isso significa para nós, usuários?

Para quem usa o PicPay no dia a dia, o IPO pode trazer alguns impactos positivos:

  • Mais recursos para melhorar o app: novas funcionalidades, melhor segurança e suporte ao cliente.
  • Expansão de serviços: possibilidade de lançar crédito, seguros ou investimentos dentro da plataforma.
  • Transparência: como empresa listada, a PicPay terá que divulgar resultados trimestrais detalhados, o que aumenta a confiança.

Por outro lado, há também riscos. A pressão por resultados trimestrais pode levar a decisões de curto prazo, como aumento de taxas ou foco excessivo em métricas de crescimento em detrimento da experiência do usuário.

Próximos passos e o que observar

Fique de olho nos documentos de registro da SEC (S‑1) que a PicPay deve publicar nos próximos dias. Eles vão detalhar como a empresa pretende usar o capital, quais são os principais riscos e como está estruturada a governança corporativa. Também vale observar a reação dos investidores: se houver forte demanda, o preço das ações pode abrir acima da faixa esperada, sinalizando confiança no modelo de negócios.

Em resumo, a tentativa de IPO da PicPay é um marco importante para o ecossistema fintech brasileiro. Se tudo correr bem, podemos esperar um salto de inovação que beneficie não só os usuários atuais, mas todo o mercado de pagamentos digitais no país.

E você, já usou o PicPay? Como acha que a empresa pode melhorar ainda mais? Compartilhe sua opinião nos comentários!