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PicPay mira o futuro: IPO na Nasdaq e o que isso significa para você

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PicPay mira o futuro: IPO na Nasdaq e o que isso significa para você

Na última segunda‑feira (5), a PicPay, aquela fintech que a gente usa para pagar contas, mandar dinheiro para os amigos e até fazer compras, deu um passo grande: enviou um pedido de IPO (Oferta Pública Inicial) para a Nasdaq, a bolsa de valores dos Estados Unidos. Se você ainda não ouviu falar de IPO, não se preocupe, eu explico de forma simples e ainda mostro por que esse movimento pode impactar o seu dia a dia.



Por que a PicPay quer abrir capital nos EUA?

Primeiro, vale entender o que está por trás da decisão. A empresa, que tem sede em São Paulo, registrou um lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses até 30 de setembro de 2025 – quase o dobro do que havia no mesmo período do ano anterior (R$ 172 milhões). A receita total subiu de R$ 3,78 bilhões para R$ 7,26 bilhões. Esses números mostram que a PicPay está crescendo rápido e, com mais clientes (de 37,5 milhões para 42,1 milhões) e maior gasto médio por usuário (de R$ 38,10 para R$ 65,40), a empresa tem recursos para investir ainda mais.



O que mudou desde a primeira tentativa de IPO?

Em 2021, a PicPay desistiu de abrir capital nos EUA porque o mercado estava desfavorável. Hoje, o cenário parece mais promissor. Mesmo com a volatilidade causada por questões políticas e econômicas (tarifas de importação, paralisações governamentais e a queda das ações de IA), o mercado de IPOs nos Estados Unidos ganhou novo fôlego em 2025. Analistas acreditam que 2026 será ainda melhor, com fintechs e até empresas de criptomoedas buscando listagem.

Como o IPO pode afetar você, usuário da PicPay?

Você pode estar se perguntando: “E eu, o que ganho com isso?”. Existem alguns impactos diretos e indiretos:

  • Mais recursos para melhorar o app: O dinheiro levantado será usado para capital de giro, despesas operacionais e investimentos. Isso pode significar novas funcionalidades, mais segurança e um atendimento ao cliente ainda melhor.
  • Valorização da marca: Listar na Nasdaq traz visibilidade internacional. Uma marca mais forte costuma gerar confiança nos usuários, o que pode resultar em promoções e benefícios exclusivos.
  • Possibilidade de ser acionista: Caso a empresa abra capital, você poderá comprar ações (se quiser) e participar dos lucros futuros.



Desafios que ainda estão pela frente

Nem tudo são flores. A PicPay vai enfrentar concorrência feroz de outros gigantes como Nubank, Mercado Pago e até bancos tradicionais que estão digitalizando suas operações. Além disso, a regulação do setor financeiro no Brasil está ficando mais rígida, o que pode aumentar custos de compliance.

Outro ponto a observar é a dependência de parceiros internacionais. Os coordenadores globais da oferta – Citigroup, BofA Securities e RBC Capital Markets – são grandes bancos que vão cobrar taxas e exigir transparência. Isso pode impactar a margem de lucro da empresa nos próximos anos.

O que esperar nos próximos meses?

Se tudo correr como planejado, a PicPay deverá anunciar o preço das ações ainda em 2025 e iniciar a negociação na Nasdaq sob o código “PICS”. O processo costuma levar alguns meses, entre roadshows (apresentações para investidores) e a aprovação da SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA).

Enquanto isso, a empresa deve continuar focada em três pilares:

  1. Expansão da base de clientes: A meta é chegar a 50 milhões de usuários ativos até 2027.
  2. Incremento da receita média por cliente: A meta de R$ 80,00 por usuário trimestral parece ambiciosa, mas plausível com novos serviços como crédito consignado e investimentos.
  3. Inovação tecnológica: Integração de IA para prevenção de fraudes e personalização de ofertas.

Como isso se encaixa no cenário brasileiro de fintechs?

O Brasil tem sido um celeiro de fintechs nos últimos anos. Desde o Nubank, que abriu capital na NYSE em 2021, até a Stone, que também está listada nos EUA, o país demonstra que tem talento para criar soluções financeiras digitais que agradam tanto o consumidor quanto o investidor.

A PicPay, ao buscar a Nasdaq, reforça essa tendência. Se a empresa conseguir captar recursos suficientes, pode acelerar sua expansão não só no Brasil, mas também em outros mercados da América Latina, onde a penetração de pagamentos digitais ainda tem muito espaço para crescer.

Conclusão: vale a pena ficar de olho?

Em resumo, a decisão da PicPay de tentar novamente o IPO na Nasdaq é um sinal de confiança nos seus números e na estratégia de crescimento. Para quem usa o aplicativo no dia a dia, isso pode significar melhorias de serviço, mais segurança e, quem sabe, a oportunidade de se tornar acionista.

Eu, pessoalmente, estou curioso para ver como a empresa vai usar os recursos do IPO. Se eles realmente entregarem as promessas de inovação e expansão, podemos estar diante de um dos maiores cases de sucesso do ecossistema fintech brasileiro.

E você? Já pensou em investir em fintechs? Talvez seja a hora de pesquisar mais sobre a PicPay e outras empresas que estão surgindo no mercado. Afinal, entender esses movimentos pode ajudar a tomar decisões financeiras mais informadas.