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Focus mostra queda nas projeções de inflação: o que isso significa para o seu bolso em 2025 e 2026

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Focus mostra queda nas projeções de inflação: o que isso significa para o seu bolso em 2025 e 2026

O que é o Boletim Focus?

Todo mês o Banco Central publica o Focus, um levantamento que reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras sobre inflação, juros, PIB e outros indicadores. É como a temperatura da economia: se a gente sente o clima, consegue se preparar melhor.

As novas projeções: a inflação vai cair?

Na última edição, os analistas reduziram novamente as estimativas para 2025 e 2026. Para 2025 a projeção passou de 4,36 % para 4,33 % – a sexta queda consecutiva. Em 2026, a expectativa caiu de 4,10 % para 4,06 %, marcando o quinto recuo seguido. Já para 2027 e 2028 os números ficaram estáveis em 3,80 % e 3,50 % respectivamente.

Por que a meta de 3 % importa?

Desde 2025 o Banco Central adotou a meta de inflação contínua, fixando o objetivo em 3 % com tolerância entre 1,5 % e 4,5 %. Se a projeção de 4,33 % para 2025 se confirmar, ainda estaremos dentro da faixa tolerada, o que evita o temido “estouro” da meta.

Impacto direto no seu dia a dia

Inflação alta corrói o poder de compra, sobretudo para quem recebe salários menores. Quando os preços sobem mais rápido que os salários, a cesta básica fica mais cara e a gente sente na conta de luz, no combustível e até no lanche da padaria. Uma queda nas projeções, mesmo que pequena, pode sinalizar menos pressão sobre o bolso.

Juros: o que esperar?

O Focus manteve a taxa Selic em 15 % ao ano para o fim de 2025, mas elevou a expectativa para 2026 de 12,13 % para 12,25 %. Em 2027 a projeção segue em 10,50 %. Juros mais altos encarecem o crédito, mas também ajudam a controlar a inflação. Se a inflação realmente cair, o Banco Central pode começar a reduzir a Selic gradualmente nos próximos anos.

PIB: crescimento tímido, mas positivo

O Produto Interno Bruto tem projeções ligeiramente melhores: 2,26 % para 2025 (subindo de 2,25 %) e 1,80 % para 2026, sem alterações. Esses números indicam um crescimento modesto, mas suficiente para gerar empregos e renda, ainda que o ritmo esteja longe do que seria ideal para um país do nosso porte.

Outros indicadores que acompanham o cenário

  • Dólar: projeção de R$ 5,43 para o fim de 2025 (leve alta) e R$ 5,50 para 2026.
  • Balança comercial: superávit estimado em US$ 63 bi para 2025, ligeiramente acima dos US$ 62,9 bi anteriores; para 2026, saldo positivo de US$ 66,1 bi.
  • Investimento estrangeiro direto (IED): expectativa de US$ 79,3 bi em 2025 (subindo de US$ 75 bi) e US$ 72,4 bi em 2026.

Por que essas cifras são relevantes para a gente?

Quando a inflação está sob controle, o Banco Central tem mais liberdade para baixar os juros. Taxas menores facilitam o financiamento de casa, carro e até o crédito rotativo do cartão. Além disso, um ambiente de preços estáveis atrai investidores estrangeiros, o que pode gerar mais empregos.

O que pode mudar esse cenário?

Vários fatores ainda podem surpreender: choques de energia, variações no preço das commodities, crises políticas ou mesmo eventos climáticos que afetem a produção agrícola. Cada um desses itens tem o potencial de empurrar a inflação para cima ou para baixo.

Como se preparar financeiramente?

Mesmo com projeções mais brandas, a prudência continua valendo. Algumas dicas práticas:

  • Reavalie seu orçamento: identifique gastos que podem ser cortados antes que a inflação volte a subir.
  • Considere investir em ativos atrelados à inflação, como títulos do Tesouro IPCA+, para proteger o poder de compra.
  • Se houver oportunidade, renegocie dívidas com juros altos enquanto a taxa Selic ainda está alta.
  • Fique de olho nas decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) – elas costumam antecipar mudanças nos juros.

O que esperar nos próximos boletins?

O Focus é atualizado mensalmente, então as projeções podem oscilar a cada edição. O importante é observar a tendência: se a inflação continuar a ser revisada para baixo, podemos esperar um ambiente mais favorável ao consumo e ao investimento nos próximos anos.

Minha conclusão pessoal

Para mim, a notícia de que a inflação pode ficar dentro da meta em 2025 traz um certo alívio. Não é motivo para comemorar de forma exagerada, mas indica que as políticas monetárias adotadas estão surtindo efeito. Enquanto isso, sigo acompanhando de perto as taxas de juros e ajustando minhas finanças pessoais – afinal, o melhor jeito de lidar com a incerteza econômica é estar preparado.

Se você quiser acompanhar as mudanças em tempo real, vale a pena baixar o app do G1 e ficar por dentro das próximas atualizações do Focus.