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Changan CS75 Plus: o SUV chinês que está dando o ar da graça em São Paulo

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Changan CS75 Plus: o SUV chinês que está dando o ar da graça em São Paulo

Se você acompanha as notícias de carros no Brasil, provavelmente já ouviu falar da Changan. Depois de um flagra em Santos com o Uni‑T camuflado, a marca resolveu aparecer novamente, desta vez nas ruas de São Paulo, com o CS75 Plus. Não é só mais um SUV na cidade; é um sinal de que a Changan está testando o terreno antes de chegar oficialmente ao mercado brasileiro. Vamos conversar sobre o que esse utilitário traz, por que ele pode ser interessante para a gente e o que isso significa para o futuro dos carros importados por aqui.

Primeiras impressões: tamanho e presença

O CS75 Plus tem 4,7 m de comprimento e 2,8 m de entre‑eixos, medidas que o colocam bem próximo de SUVs de sete lugares já vendidos no Brasil, como o Chery Tiggo 8 e o Jeep Commander. A diferença? Ele tem apenas cinco vagas, o que acaba libertando mais espaço para as pernas e ampliando o porta‑malas. Em São Paulo, onde o trânsito é apertado e as vagas de estacionamento são escassas, esse detalhe pode ser um ponto a favor para quem busca conforto sem precisar de um carro gigantesco.

Design que chama atenção – mas sem exageros

Mesmo sendo testado de forma discreta, o CS75 Plus não passou despercebido. A grade frontal em “V”, as luzes diurnas horizontais com um pequeno recorte vertical, e os faróis posicionados logo abaixo das DRLs dão ao carro um visual moderno, porém não agressivo. As rodas têm um desenho que começa mais grosso e afina em direção aos parafusos, criando um efeito de leveza. Na traseira, o aerofólio com vinco central em “V” e as lanternas com assinatura própria completam o conjunto. Tudo isso lembra a tendência global de SUVs que misturam robustez e elegância.

Motor e desempenho: potência sem eletrificação

Ao contrário de alguns concorrentes que já apostam em híbridos ou elétricos, o CS75 Plus vem com um motor a combustão tradicional: um 1.5 turbo a gasolina de quatro cilindros que entrega 192 cv e 31,6 kgfm de torque, acoplado a uma transmissão automática de oito marchas. Para quem ainda prefere a confiabilidade dos motores a gasolina, isso pode ser um alívio. A combinação de potência e a transmissão de oito velocidades promete respostas rápidas nas avenidas paulistas, sem sacrificar a eficiência de combustível.

Interior: conforto high‑tech, mas discreto

Dentro do carro, a Changan segue a linha minimalista típica das marcas chinesas que vêm investindo em tecnologia. Muitos comandos – como o ar‑condicionado, o seletor de marchas e até as portas USB – ficam “escondidos”, o que dá ao painel uma aparência limpa. Mas o conforto não fica de lado:

  • Ventilação e aquecimento nos bancos dianteiros;
  • Apoio para os pés do passageiro da primeira fileira;
  • Encostos de cabeça anatômicos para todos os ocupantes;
  • Ajustes elétricos e função de massagem nos bancos frontais;
  • Central multimídia de 10,25 polegadas + tela secundária de 12,3 polegadas para o passageiro;
  • Sistema de estacionamento autônomo que funciona mesmo com o motorista fora do carro.

Esses recursos deixam o CS75 Plus competitivo com modelos de marcas mais estabelecidas, sobretudo para quem valoriza tecnologia prática no dia a dia.

Quem é a Changan? Um breve histórico

A Changan não é novidade no Brasil. Ela atuou no mercado entre 2006 e 2016, vendendo veículos comerciais leves sob o nome Chana Motors. Em 2011, mudou a marca para Changan e, em 2016, encerrou as atividades. O retorno tem sido especulado há algum tempo, e o fato de veículos serem vistos em testes antes do anúncio oficial no Salão do Automóvel de São Paulo indica que a empresa está realmente preparando o terreno.

Parceria com a Caoa e o futuro da marca no país

A nova Changan chega ao Brasil em parceria com a Caoa, que já tem uma fábrica em Anápolis (GO) produzindo veículos da Chery. A ideia é que as duas marcas dividam o espaço de exposição no Salão, cada uma com seu próprio stand, separados apenas pelo estande da Honda. Ainda não há confirmação se os modelos serão produzidos localmente ou importados, mas a presença da fábrica da Caoa no interior do país pode abrir caminho para produção nacional, reduzindo custos e impostos.

O que mais está por vir? Avatr 11 e a aposta elétrica

Além do CS75 Plus, a Changan mostrou dois modelos elétricos no Salão: o Avatr 11, um SUV cupê urbano que entrega 308 cv e promete até 730 km de autonomia (segundo o ciclo chinês), e o Avatr 12, um sedã cupê esportivo. Esses veículos trazem assistentes avançados como piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência e assistência de permanência em faixa. Mesmo que ainda não haja data de lançamento no Brasil, a presença desses modelos indica que a Changan pretende competir tanto no segmento tradicional quanto no de veículos elétricos.

O que isso significa para nós, consumidores?

Para quem está de olho em um novo SUV, o CS75 Plus pode ser uma alternativa interessante por alguns motivos:

  • Preço competitivo: marcas chinesas costumam oferecer boa relação custo‑benefício, o que pode significar um preço mais acessível comparado a concorrentes como Jeep ou Toyota.
  • Tecnologia de conforto: recursos como massagem nos bancos e tela de 12,3 polegadas são raros em veículos da mesma faixa de preço.
  • Possibilidade de produção local: se a Caoa decidir fabricar o carro aqui, os custos de importação diminuem, o que pode refletir em preços mais baixos e melhor suporte pós‑venda.
  • Variedade de motorização: a Changan ainda oferece opções híbridas e elétricas em outros mercados, então quem quiser migrar para um modelo mais sustentável pode ter opções no futuro.

Claro, ainda há dúvidas – como a rede de concessionárias, garantia e disponibilidade de peças. Mas o fato de a marca estar testando o carro nas ruas de São Paulo mostra que ela está levando a sério o mercado brasileiro.

Conclusão: vale a pena ficar de olho?

Em resumo, o Changan CS75 Plus chega como um SUV bem equipado, com design moderno e motor potente, tudo isso vindo de uma marca que já tem histórico no país e que agora tem o apoio da Caoa. Para quem mora em São Paulo ou em outras grandes cidades, onde espaço e tecnologia são prioridades, ele pode ser uma boa pedida quando chegar ao mercado.

Eu, pessoalmente, estou curioso para ver como a Changan vai posicionar o preço e quais serão as condições de financiamento. Se tudo acontecer como esperamos – preço justo, boa rede de assistência e, quem sabe, produção nacional – podemos estar diante de um concorrente forte que vai mexer com o bolso dos consumidores e, ao mesmo tempo, trazer mais opções de escolha. Enquanto isso, vale acompanhar as próximas notícias, os testes nas ruas e, claro, as primeiras avaliações dos primeiros compradores.