Eu estava tomando meu café da manhã quando vi a notícia de que Fernando Haddad pode deixar o Ministério da Fazenda ainda em fevereiro de 2026. Não é todo dia que vemos um ministro de finanças se preparar para entrar na campanha de reeleição do presidente. Por isso, resolvi colocar meus pensamentos no papel e entender, de forma simples, o que está acontecendo e como isso pode impactar a gente, que acompanha a política e sente na conta bancária as decisões do governo.
Por que Haddad quer sair?
Segundo o próprio Haddad, ele quer colaborar com a campanha de Lula para 2026. Ele explicou que ocupar o cargo de ministro da Fazenda e, ao mesmo tempo, fazer campanha, seria incompatível. A ideia é que, se o presidente concordar, ele passará o bastão para alguém – possivelmente seu número 2, Dario Durigan – e então se dedicará à campanha. Não há ainda uma decisão oficial, mas a intenção já está clara.
O que isso traz para a Fazenda?
A saída de Haddad não significa que a pasta ficará à deriva. Ele mesmo destacou que a Fazenda precisa de um novo comando para conduzir os ajustes orçamentários de 2025 e a proposta da LDO de 2027, que tem prazo até abril do próximo ano. Em termos práticos, isso quer dizer que haverá uma transição planejada, com foco em manter a estabilidade fiscal. A preocupação principal é evitar surpresas que possam assustar investidores ou elevar ainda mais o custo do crédito no país.
Reformas de gastos e a questão dos juros
Um ponto que Haddad reforçou foi a necessidade de continuar as reformas de gastos públicos, com cortes de despesas que o mercado financeiro tem saudado. Ele argumenta que a alta dos juros – que chegou a 15% ao ano – não foi causada apenas por questões fiscais, mas também por uma “desancoragem” no debate sobre o Imposto de Renda no ano passado. Em resumo, ele acredita que a disciplina fiscal ajuda a manter os juros sob controle, o que beneficia empresas e consumidores.
O arcabouço fiscal em revisão
Outro tema quente é o chamado “arcabouço fiscal”, a regra que limita o crescimento dos gastos públicos. Atualmente, as despesas não podem subir mais de 70% da alta das receitas, com um limite de 2,5% ao ano acima da inflação. Haddad admitiu que esses parâmetros podem ser ajustados – subir ou baixar – mas que a estrutura geral da regra deve ser mantida. Ele citou possíveis mudanças, como reduzir o limite de 70% para 60% ou aumentar a taxa de crescimento real para 3%.
Por que não colocar teto na dívida?
Uma proposta que está circulando no Congresso é fixar um teto para a dívida pública. Haddad se posicionou contra essa ideia, alegando que não a considera exequível. Na prática, isso significa que ele prefere ferramentas mais flexíveis para ajustar as contas, ao invés de um limite rígido que poderia limitar a capacidade de investimento do Estado em momentos críticos.
E a jornada 6×1?
Além das questões fiscais, Haddad comentou sobre o debate da jornada de trabalho 6 por 1, que vem ganhando força nas discussões do Congresso. O presidente Lula parece simpático à proposta, mas deixa claro que não quer que seja uma iniciativa exclusiva do Executivo. Haddad vê isso como um tema potencial para a campanha de 2026, dependendo de como as forças políticas se posicionarem. Para o trabalhador, a ideia de reduzir a carga horária pode ser atrativa, mas ainda há muitos setores que operam em 40 horas semanais.
Como isso afeta o cidadão comum?
Para quem não acompanha a política diariamente, a mudança pode parecer distante. Mas, na verdade, decisões sobre o arcabouço fiscal e reformas de gastos têm reflexos diretos nos juros dos empréstimos, nas taxas de inflação e até nas oportunidades de emprego. Se o governo conseguir manter as contas equilibradas, há mais chance de que o Banco Central consiga manter a taxa Selic em patamares mais baixos, o que reduz o custo dos financiamentos de carro, casa e até do crédito rotativo do cartão.
Qual o próximo passo?
Nos próximos meses, esperamos duas coisas: a definição oficial da data de saída de Haddad e a escolha do seu sucessor. Enquanto isso, o debate sobre a LDO de 2027 e os ajustes no arcabouço fiscal devem ganhar destaque nos corredores do Congresso. Também vamos observar como a campanha de Lula para 2026 começa a se estruturar, já que Haddad pode se tornar um dos principais articuladores da estratégia.
O que eu penso sobre tudo isso?
Confesso que, como cidadão que paga impostos e tenta economizar, fico aliviado ao ver que o governo fala abertamente sobre a necessidade de ajustes nos gastos. Mas também me preocupa a instabilidade que uma troca de ministro pode gerar, sobretudo se não houver um plano claro de transição. No fim das contas, tudo depende de como o próximo ministro vai conduzir a política fiscal e se vai conseguir equilibrar a necessidade de austeridade com os investimentos que o país precisa.
Conclusão
Fernando Haddad está preparando a saída da Fazenda para se dedicar à campanha de Lula em 2026, ao mesmo tempo em que reconhece que ajustes no arcabouço fiscal são inevitáveis. Essa decisão traz dúvidas, mas também abre espaço para discussões importantes sobre o futuro da economia brasileira. Para nós, a mensagem principal é ficar de olho nas mudanças de política fiscal, pois elas afetam diretamente o custo de vida, os juros e, em última análise, a qualidade de vida de cada brasileiro.
Se você tem alguma opinião ou dúvida sobre o assunto, deixa nos comentários. Adoro trocar ideias sobre política e economia com vocês!



