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13º salário: o que fazer antes da última parcela cair na conta

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13º salário: o que fazer antes da última parcela cair na conta

Chegou a hora de ficar de olho no calendário e garantir que a segunda parcela do 13º salário não escape do seu bolso. O prazo legal termina nesta sexta‑feira, dia 19, mas a maioria das empresas já programou o depósito para o dia 19, já que o dia 20 cai num sábado. Se você ainda não conferiu se tudo está certo, este post é para você.

Quem tem direito ao 13º?

De forma simples, todo trabalhador sob o regime da CLT – seja urbano, rural, doméstico ou avulso – recebe o benefício. A regra se estende também a aposentados e pensionistas do INSS. Não precisa ter completado um ano inteiro na empresa; o que conta é o tempo trabalhado ao longo do ano.

Quanto tempo é preciso para contar no cálculo?

Para que um mês seja considerado, basta que o empregado tenha trabalhado ao menos 15 dias naquele mês. Se o período foi menor, ele não entra na conta. Essa regra vale tanto para quem entrou em julho quanto para quem saiu em outubro.

Como se faz o cálculo?

O cálculo é direto: divide‑se o salário bruto mensal por 12 e multiplica‑se pelos meses trabalhados. No resultado entram salário‑base, adicionais (insalubridade, periculosidade, noturno) e a média de horas extras e comissões. Benefícios como vale‑transporte ou auxílio‑alimentação não entram.

A primeira parcela corresponde à metade do valor total, já paga no fim de novembro. A segunda parcela, que chega agora, já traz os descontos de INSS e Imposto de Renda (quando aplicáveis).

O que fazer se a empresa atrasar?

Se o pagamento não acontecer até o dia 20 de dezembro, o empregador pode ser multado e o trabalhador tem o direito de denunciar à Superintendência Regional do Trabalho. Vale registrar a falta de pagamento por escrito e guardar comprovantes de salário para facilitar a reclamação.

Estagiários, temporários e autônomos: e eles?

  • Estagiários: não têm direito ao 13º, pois o estágio tem legislação própria.
  • Trabalhadores temporários: têm direito, já que há vínculo empregatício durante o contrato.
  • Autônomos e PJs: não recebem, pois não há relação de emprego.

Como usar a calculadora do G1

Se ainda tem dúvidas sobre o valor que vai cair na conta, a calculadora do G1 ajuda bastante. Basta informar o salário bruto, os adicionais e o número de meses trabalhados. Ela devolve a estimativa da segunda parcela já com os descontos. É uma boa ferramenta para planejar as compras de fim de ano ou guardar um dinheiro extra para a viagem de férias.

Dicas práticas para não perder nada

  • Cheque o contracheque assim que o depósito aparecer. Verifique se o valor está correto e se os descontos foram aplicados conforme a lei.
  • Se o valor parecer baixo, compare com o cálculo que você fez na calculadora. Pequenas diferenças podem acontecer por causa de benefícios eventuais que não entram na conta.
  • Guarde o comprovante de pagamento. Ele pode ser útil caso precise contestar algum valor ou para a declaração de Imposto de Renda.
  • Planeje o uso do dinheiro: parte para quitar dívidas, outra parte para emergências e o restante para aquele presente ou viagem que você vem adiando.

O que vem depois do 13º?

Com o fim do ano, a atenção volta para as férias, o pagamento do adicional de férias e a declaração do Imposto de Renda. Se o seu salário inclui comissões ou horas extras, esses valores também vão aparecer na declaração. Vale aproveitar a calculadora do G1 para fazer uma projeção de quanto você vai precisar pagar ou receber de volta.

Em resumo, a segunda parcela do 13º salário está quase aí. Verifique o pagamento, use a calculadora para confirmar o valor e, se algo estiver fora do esperado, não hesite em conversar com o RH ou buscar orientação jurídica. Assim, você garante que o presente de fim de ano chegue completo e sem surpresas.